Blog do Giovanni Ramos

Webjornalista. Produção de blogs e gerenciamento de conteúdo

Imprensa & Webjornalismo

Sobre o mundo da imprensa e a chegada a da internet 2.0

Você não precisa pensar nas redes sociais. Tem alguém fazendo isso por você. É só compartilhar!

Usuário assíduo de diversas redes sociais na internet, eu eliminei nos últimos dois meses, cerca da metade dos contatos do Facebook da timeline. São pessoas que, talvez, leem o meu conteúdo, mas sem reciprocidade. Desmarcar a opção “Mostrar no Feed de Notícias” foi uma das maiores invenções de Mark Zuckerberg. É o fim do stress no Facebook.

Seria eu, um antissocial? Não! Eu adoro ler o que os meus contatos escrevem no Facebook, no Twitter, no Google+ (sim, eu uso o Google+). O problema é que muitos “facebookeiros” não escrevem em suas timelines. Nem postam fotos, nem vídeos. Eles apenas COMPARTILHAM o que gostaram.

Mas poxa, Giovanni, por que você é tão chato? O que há de errado em alguém compartilhar o que achou interessante? Nada! Não tem nada de errado. Eu também compartilho informações, ideias, até piadinhas bobas, daquelas que todo mundo já divulgou. O compartilhamento de informações é algo maravilhoso na difusão de ideias, pensamentos e pode ser uma ferramente importante na comunicação social, espalhando uma notícia que talvez não tenha recebimento um destaque maior na imprensa dita tradicional.

A discussão neste caso é sobre as pessoas que só compartilham e não produzem nada! Não escrevem, não fotografam, não comentam em postagens dos outros, apenas espalham o que os outros pensaram.

Pelo que acompanho no Facebook, há quatro tipos básicos de compartilhamento: imagens de gatinhos e outros animais de estimação, piadas, mensagens de auto-ajuda e “críticas políticas”. Concordo que os três primeiros podem ser muito chatos quando enviados inúmeras vezes por dia, mas é sobre as mensagens de protesto que eu quero abordar.

A maioria dos compartilhamentos de críticas sociais e políticas abusam de clichês, pensamentos simples e polêmicos, ao melhor estilo Prates (ex-RBS). As mensagens vem dentro de imagens (para chamar mais a atenção) e a origem delas são páginas fakes do tipo “Isso é Brasil” “Movimento contra a corrupção”.

Por que eu chamo de fakes? Porque ninguém sabe quem são os administradores. Elas são criadas com apenas para esta finalidade: viralizar no Facebook.

Uma pessoa compartilhar um imagem dessas porque concorda com a opinião apresentada é normal. Todo mundo já fez isso uma vez na vida no Facebook. Agora eu me pergunto: o que leva alguém a só postar isso? Não tem opinião própria? Não consegue desenvolver a sua ideia?

Já vi pessoas compartilhando imagens com ideias que se contradizem. Mas o usuário não divulga porque concordava com o pensamento?

No saudoso Orkut, que funcionava como uma central de fóruns, as discussões em tópicos dentro das comunidades era o espírito da rede social. Cada time de futebol, cada religião, cada partido político, tinha sua comunidade onde os usuários discutiam os temas. Em comunidades mais abertas, ocorriam as famosas guerras, PT X PSDB, Vasco x Flamengo, ateus x evangélicos, as pessoas levantavam bandeiras e e entravam ema batalha de argumentos, ideias, notícias.

Já o Facebook facilitou a vida dos preguiçosos. Não precisa argumentar para defender o que você acredita. Tem alguém que já fez isso por você. É só ir lá na página e compartilhar em sua timeline. O debate de ideias ficou mais pobre com a geração de papagaios que a rede social criou. Uma geração que só repete, ou ecoa, como diria o meu irmão…

Alguns jornalistas blogueiros no Brasil estão fazendo campanha em prol do conteúdo original nos blogs. Uma campanha pelo fim simples Ctrl C + Ctrl V que se infesta na blogosfera brasileira. Gostou do texto? Comenta no seu blog e link, mas não apenas reproduza ele. Esta campanha também deve ocorrer nas redes sociais. Não seja um papagaio, interaja, contribua para a discussão!

Record, SporTV, ESPN Brasil, BandSports, as opções para assistir os jogos olímpicos 2012 são muitas para quem possui TV por assinatura. Mas a cobertura do Portal Terra do evento londrino é tão boa, que gerou esta postagem.

O portal do grupo Telefónica investiu pesado para cobrir as olimpíadas. Além de narradores, comentaristas e repórteres, criou uma estrutura capaz de fazer qualquer usuário com internet banda larga assistir os jogos. A qualidade do “streaming” dos vídeos ao vivo impressiona. Uma internet de 4mb já é suficiente para conseguir assistir. São 11

Para usuários de smarphones e tablets, o aplicativo Terra ao Vivo foi muito bem feito. É possível assistir os vídeos ao vivo e na mesma página, comentar os resultados, ver o quadro de medalhas atualizados, etc. Quem tiver uma Smart TV também pode baixar o aplicativo, e assistir na telona como se fosse TV por assinatura.

E tudo isso de graça, sem restrição de conteúdo para os assinantes!

Transmissão em HD do Portal Terra. Não estranhem a cara feia dos narradores, eu fui sacana no “PrintScreen”

O blogueiro está sendo pago pelo Terra para divulgar o produto deles? Não! Na real, eu sou assinante do UOL (por causa da Folha de São Paulo) mas vejo que o portal laranja largou na frente na integração Internet – Televisão.

A banda larga no Brasil continua um lixo, mas nas maiores cidades, o número de usuários com planos de 10mb ou mais já é considerável. É um público com totais condições de trocar uma TV por assinatura, por exemplo, pela internet, desde que existam portais que ofereçam uma diversidade de conteúdos em vídeo.

A cobertura do Terra nas Olimpíadas foi um importante passo. Quem queria acompanhar os jogos e tinha boa internet não precisou da TV por assinatura. Muito menos esperar pela Record.

Guia de programação, em breve, será coisa do passado. A interatividade, enfim, chegou a telona.

Jornal de Gaspar também conquistou, pela primeira vez, o Pena de Ouro da Publicidade

Gaspar (SC) - Pelo terceiro ano consecutivo, o Jornal Metas, de Gaspar, conquistou o Troféu Pena de Ouro de Jornalismo da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. O bissemanário também foi vencedor, pela primeira vez, do Troféu Pena de Ouro da Publicidade. Das oito categorias individuais do jornalismo, o jornal gasparense levou quatro: Melhor Coluna; Melhor Reportagem Livre; Melhor Reportagem Pautada e Melhor Projeto Especial. O JM conquistou ainda o troféu individual na categoria Site e outros dois troféus em Publicidade: Anúncio de Equipe e Anúncio de Agência. A soma das pontuações em cada categoria é que determinou os vencedores do Pena de Ouro do Jornalismo e Pena de Ouro da Publicidade. O JM foi ainda finalista em quatro categorias: Charge/Ilustração; Apresentação Gráfica, Editorial e Campanha de Equipe.

Na 13ª edição do prêmio, 53 jornais associados de diferentes regiões do Estado disputaram a premiação divididos em dois grupos – Bissemanais/Trissemanais e Diários e Semanais/Quinzenais/Mensais. Também concorreram 15 produções acadêmicas. Os 470 trabalhos inscritos foram avaliados por 68 profissionais especialistas nas áreas do jornalismo e da publicidade.

O anúncio dos vencedores aconteceu em concorrida noite de gala, no último sábado, dia 30, em que cerca 600 pessoas entre donos de jornais e jornalistas, autoridades e convidados compareceram ao Costão do Santinho Resort, em Florianópolis. O Prêmio Adjori/SC foi realizado durante o 40º Congresso da Adjori Santa Catarina e 2º Encontro Nacional da Adjori Brasil, entidade criada em 2011 e que tem à frente Miguel Ângelo Gobbi, também presidente da Adjori/SC.

O Jornal

O bissemanal Jornal Metas circula há 12 anos em Gaspar e Ilhota. Tem 32 páginas coloridas (quartas-feiras e sábados) e tiragem de 4.500 exemplares, sendo que mais de 90% é destinada a assinantes. Desde junho de 2002, o JM está sob a administração de José Roberto Deschamps.

Confira no link os trabalhos premiados do JM http://midi.as/bc5

Salve salve amigos assessores de imprensa! Vocês sabem quantos e-mails por dia chegam na caixa de e-mail da empresa onde trabalho? Mais de 200! E vocês sabem quantos desses eu leio? Nem a metade!

Uma observação a respeito dos e-mails que um jornalista de redação recebe por dia foi feita pelo jornalista Pedro Machado, editor do Noticenter. O comentário dele no twitter gerou uma reflexão deste blogueiro: devemos levar a sério os assessores que se limitam a enviar relases por e-mail?

Na caixa de e-mail recebo releases de asssesorias que prestam serviço para empresas cuja abrangência é o interior de São Paulo. Por que diabos, eu deveria receber um e-mail desse? O assessor acha mesmo que um jornal do interior de Santa Catarina vai divulgar o assunto? Ou trata-se de um preguiçoso que comprou um mailing nacional, sem olhar direito?

O pior de tudo são aqueles releases que pedem confirmação automática de resposta. Você não consegue deletar ele na hora. Aparece uma maldita mensagem do programa (Outolook, Live Mail, Thunderbird) perguntando se você quer enviar um e-mail confirmando recebimento. Não, eu não quero mandar. Eu não quero saber!

Fico pensando: o assessor avisa o assessorado: “este assunto foi enviado para mais de 10 mil jornalistas em todo o país. Seis mil já lerem o release”. Como se isso funcionasse para alguma coisa.

No meio de tantos e-mails, informações do interior de São Paulo, do vereador de Minas Gerais, e dos tradicionais spams (elarge your pennis, você está sendo traído, entre outros), estão as mensagens que realmente me interessam. Notícias locais, pedidos de informação, respostas de e-mails que eu mandei…

Portanto, ALÔ ASSESSORES DE IMPRENSA – NÃO SE LIMITEM A MANDAR E-MAILS. O trabalho de vocês é facilitar a comunicação do assessorado com a imprensa. Quando um repórter liga precisando de uma informação, você não deve responder “Não sei, não posso fazer nada”.

——

PS. Não estou falando de vocês, bons assessores de imprensa. E sim daqueles pitocos que acham que o seu trabalho é só escrever textos básicos e clicar “Send”. Como todos sabem, há muitos desses no mercado…

Não vou entrar no mérito do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Não irei discutir se eles são culpados ou não. Isso é função do judiciário. Faço este post para criticar a cobertura da imprensa no caso.

Durante toda esta semana, acompanhamos ao vivo, o julgamento do pai e da madrasta de Isabela Nardoni. A cobertura era em tempo real em toda a imprensa. Só faltou a narração do Galvão Bueno!

A grande imprensa brasileira transformou o assassinato da menina no maior CIRCO DE HORRORES JORNALISTICO DA HISTÓRIA. Um espetáculo de sensacionalismo jamais visto na história deste país.  A notícia tomou conta dos jornais de uma forma absurda, ridícula. Nunca os jornalistas foram tão urubus como nesse caso.

O resultado da cobertura midiática exagerada e patética pode ser vista nas redes sociais. Os nomes de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá nos Trending Tags do Twitter e comunidades no Orkut formada por pessoas que acham que aquilo irá resultar em Justiça.

Depois de espremer o máximo de sangue, a imprensa urubu ganha fôlego com o julgamento. A cobertura parece transmissão de eventos esportivos. O juri irá julgar um casal já condenado pela mídia há dois anos. E há quem vê isso como um jornalismo cidadão, em defesa das pessoas.

Dá até vergonha dizer que sou jornalista em dias de coberturas como essa.

Passou hoje na VH1 um episódio do South Park onde ocorre uma pane mundial na internet. Praticamente o mundo inteiro fica offline. Em uma zoação aos riscos da falta de abastecimento de água, o desenho mostra o desespero das pessoas que não conseguem mais ficar longe da net.

No desenho, jornalistas de TV mostram seu desespero, pois todas as notícias divulgadas têm a internet como fonte. Os apresentadores do telejornal explicam aos telespectadores que só transmitirão algo novo, quando chegar a informação por FAX.

Bobagens do South Park à parte, como seria se houvesse uma PANE GERAL na rede, nos provedores brasileiros, por exemplo? O que você faria, se fosse informado que a internet não funcionaria por um mês?

Vou além: como eram repassados os releases antes da internet? Tudo por telefone? O assessor de imprensa ligava para os repórteres, ou esses tinham que tirar a bunda da cadeira e ir atrás? Jornalista do século XXI, eu não consigo imaginar o jornalismo 100% offline.

Eu não sei o que anda acontecendo dentro do Jornal de Santa Catarina, mas com certeza, alguma coisa mudou. Desde o início do ano, o diário blumenauense resolveu investir em capas criativas, daquelas que chamam a atenção na banca de revistas, levando o leitor a compra do periódico.

A primeira “bola dentro” do ano foi a notícia do fim do carnaval, apresentado como note fúnebre. Destaca-se ainda, as notícias da morte de Zilda Arns, o fim da praça da Figueira e a distribuição de novos agentes prisionais em Santa Catarina, a última apresenta o jornal tomando posição explícita sobre algo polêmico, o que não é tão comum por aqui.

As outras capas de janeiro foram mais simples, mas é fácil perceber que houve uma tentativa para que fosse diferente do padrão. Sem sempre um jornal vai acertar, mas é bom saber que há uma preocupação constante nisso.

omeçou em Brasília, a Conferência Nacional de Comunicação, um evento organizado pelo Governo Federal que tem como objetivo debater o futuro da comunicação no país com diversos setores da sociedade. Isso mesmo, DIVERSOS setores da sociedade, desde empresários do ramo até ONGs e jornalistas autônomos.

A conferência foi abandonada pela Veja, Estadão, Folha de São Paulo e, é claro, Rede Globo. Os poderosos da mídia acusam o governo de querer criar mecanismos para controlar a imprensa. Mais uma balela do grupo que já baniu o Conselho Federal de Jornalismo. Na verdade, o medo da grande mídia é debater o assunto comunicação com os demais setores da sociedade, pois a imprensa brasileira está acostumada a ficar acima da verdade, do bem e do mal.

Está em pauta para 2010, outras conferências nacionais como de Cultura e de Educação. A ideia é ótima, pois o Brasil precisa sentar e discutir como fazer o futuro em diversas áreas. O problema é que muitos

O jornalista Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, está em Brasília acompanhando o evento. Fica a dica para quem quer acompanhar mais sobre a conferência.

Meu artigo, publicado no site Controversas:

Uma pesquisa do Instituto Vox Populi, publicada no portal Comunique-se, aponta que o rádio e a internet são os meios de maior credibilidade entre os brasileiros (que têm acesso a todos, claro). De 1 a 10, o rádio teve nota 8,2, a internet 8,12, o jornal 7,99, a revista 7,79 e PASMEM, as redes sociais online apareceram na lista com nota 7,74.

A mesma pesquisa mostra que o principal meio mais acessado pelos brasileiros ainda é a TV, com 99,3%, seguida por rádio, 83,5%, jornais, 69,4%, internet (sites e blogs jornalísticos), 52,8%, revistas, 51,1% e redes sociais online, 42,7%.

O resultado da pesquisa permite várias análises interessantes. A primeira é que a INTERNET vai mesmo revolucionar o Brasil e o mundo. Já está em segundo nos meios mais acessados, mesmo que a grande rede atinge apenas 23% dos lares no país. Imaginem quando passar de 50%.

No entanto, a credibilidade me assusta. Uma parcela da população está se informando por redes sociais, como o Orkut, onde TODO MUNDO É EMISSOR DE INFORMAÇÃO E FORMADOR DE OPINIÃO. Durante a epidemia de Gripe A, tinha gente que não acreditava nos jornais, mas botava fé naqueles e-mails misteriosos, cheio de FWD na frente do assunto, que traziam teorias da conspiração sobre a doença.

Quais os critérios de credibilidade na internet 2.0, onde qualquer um é emissor de informação? Como saber se um site é confiável ou não? O trabalho do jornalista, profissional da comunicação, pode ser dispensado e substituído por qualquer um? O que faz um internauta acreditar no blog X e descreditar o blog Y?

A internet está sendo fundamental para derrubar o monopólio da informação das grandes empresas de comunicação. Agora sim, podemos dizer que há LIBERDADE DE IMPRENSA, pois antes só tínhamos LIBERDADE DE EMPRESA. No entanto, uma avalanche de blogs, twitters e comunidades virtuais superlotam a rede de informações e dificulta a distinção da verdeira informação de qualidade e da picaretagem. Novos conceitos de credibilidade jornalística terão que ser construídos com a expansão da interativa internet 2.0.

Impressos em queda livre
O jornais impressos estão em queda livre no mundo inteiro. A queda na tiragem de exemplares já era conhecida e a pesquisa do Vox Populi confirma que o brasileiro NÃO GOSTA DE LER JORNAIS. É um dos meios menos procurados pelos entrevistados e também com menor credibilidade. O jornal custa caro (a produção) e ninguém se interessa mais por ele. Os diários estão morrendo aos poucos.

Isso é ruim? É péssimo! É verdade que parte da imprensa brasileira precisa de umas palmadas, pois a arrogância colocava-os acima da verdade, do bem e do mal. Mas a leitura na internet é muito superficial (muitos que visitam este blog nem chegarão nesta parte do texto) e um meio de comunicação não pode substituir o outro.

O jornalismo precisa discutir o futuro dos impressos…antes que seja tarde.

LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE. As eleições de 2010 serão livres na internet. A proposta de censurar a rede, dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE) caiu por terra. Prevaleceu os projetos dos de Aloizio Mercadante (PT-SP) e Álvaro Dias (PSDB-PR) no Senado e o presidente Lula foi além.

Os  sites poderão ano que vem, fazer entrevistas com candidatos livremente, e declarar apoio, desde que não seja no anonimato e tenha direito de resposta (o que é justo). No caso de um debate em um portal, podemos escolher quem entrevistas, seguindo as mesmas regras dos jornais e não de rádios e TVs. É justo, pois internet NÃO É UMA CONCESSÃO PÚBLICA.

Sendo assim, os blogs poderão se manifestar com liberdade, sem aquele joguinho hipócrita de não revelar suas preferências. É uma pena que apenas a internet só chegue atualmente a 23% dos lares. Mas isto está mudando…

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