Blog do Giovanni Ramos

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Imprensa & Webjornalismo

Sobre o mundo da imprensa e a chegada a da internet 2.0

Só enviou e-mail? Azar o seu

Posted by Giovanni Ramos On abril - 3 - 2011ADD COMMENTS

Salve salve amigos assessores de imprensa! Vocês sabem quantos e-mails por dia chegam na caixa de e-mail da empresa onde trabalho? Mais de 200! E vocês sabem quantos desses eu leio? Nem a metade!

Uma observação a respeito dos e-mails que um jornalista de redação recebe por dia foi feita pelo jornalista Pedro Machado, editor do Noticenter. O comentário dele no twitter gerou uma reflexão deste blogueiro: devemos levar a sério os assessores que se limitam a enviar relases por e-mail?

Na caixa de e-mail recebo releases de asssesorias que prestam serviço para empresas cuja abrangência é o interior de São Paulo. Por que diabos, eu deveria receber um e-mail desse? O assessor acha mesmo que um jornal do interior de Santa Catarina vai divulgar o assunto? Ou trata-se de um preguiçoso que comprou um mailing nacional, sem olhar direito?

O pior de tudo são aqueles releases que pedem confirmação automática de resposta. Você não consegue deletar ele na hora. Aparece uma maldita mensagem do programa (Outolook, Live Mail, Thunderbird) perguntando se você quer enviar um e-mail confirmando recebimento. Não, eu não quero mandar. Eu não quero saber!

Fico pensando: o assessor avisa o assessorado: “este assunto foi enviado para mais de 10 mil jornalistas em todo o país. Seis mil já lerem o release”. Como se isso funcionasse para alguma coisa.

No meio de tantos e-mails, informações do interior de São Paulo, do vereador de Minas Gerais, e dos tradicionais spams (elarge your pennis, você está sendo traído, entre outros), estão as mensagens que realmente me interessam. Notícias locais, pedidos de informação, respostas de e-mails que eu mandei…

Portanto, ALÔ ASSESSORES DE IMPRENSA – NÃO SE LIMITEM A MANDAR E-MAILS. O trabalho de vocês é facilitar a comunicação do assessorado com a imprensa. Quando um repórter liga precisando de uma informação, você não deve responder “Não sei, não posso fazer nada”.

——

PS. Não estou falando de vocês, bons assessores de imprensa. E sim daqueles pitocos que acham que o seu trabalho é só escrever textos básicos e clicar “Send”. Como todos sabem, há muitos desses no mercado…

O julgamento dos Nardoni e a imprensa

Posted by Giovanni Ramos On março - 25 - 2010ADD COMMENTS

Não vou entrar no mérito do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Não irei discutir se eles são culpados ou não. Isso é função do judiciário. Faço este post para criticar a cobertura da imprensa no caso.

Durante toda esta semana, acompanhamos ao vivo, o julgamento do pai e da madrasta de Isabela Nardoni. A cobertura era em tempo real em toda a imprensa. Só faltou a narração do Galvão Bueno!

A grande imprensa brasileira transformou o assassinato da menina no maior CIRCO DE HORRORES JORNALISTICO DA HISTÓRIA. Um espetáculo de sensacionalismo jamais visto na história deste país.  A notícia tomou conta dos jornais de uma forma absurda, ridícula. Nunca os jornalistas foram tão urubus como nesse caso.

O resultado da cobertura midiática exagerada e patética pode ser vista nas redes sociais. Os nomes de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá nos Trending Tags do Twitter e comunidades no Orkut formada por pessoas que acham que aquilo irá resultar em Justiça.

Depois de espremer o máximo de sangue, a imprensa urubu ganha fôlego com o julgamento. A cobertura parece transmissão de eventos esportivos. O juri irá julgar um casal já condenado pela mídia há dois anos. E há quem vê isso como um jornalismo cidadão, em defesa das pessoas.

Dá até vergonha dizer que sou jornalista em dias de coberturas como essa.

Você viveria sem internet hoje?

Posted by Giovanni Ramos On março - 21 - 20101 COMMENT

Passou hoje na VH1 um episódio do South Park onde ocorre uma pane mundial na internet. Praticamente o mundo inteiro fica offline. Em uma zoação aos riscos da falta de abastecimento de água, o desenho mostra o desespero das pessoas que não conseguem mais ficar longe da net.

No desenho, jornalistas de TV mostram seu desespero, pois todas as notícias divulgadas têm a internet como fonte. Os apresentadores do telejornal explicam aos telespectadores que só transmitirão algo novo, quando chegar a informação por FAX.

Bobagens do South Park à parte, como seria se houvesse uma PANE GERAL na rede, nos provedores brasileiros, por exemplo? O que você faria, se fosse informado que a internet não funcionaria por um mês?

Vou além: como eram repassados os releases antes da internet? Tudo por telefone? O assessor de imprensa ligava para os repórteres, ou esses tinham que tirar a bunda da cadeira e ir atrás? Jornalista do século XXI, eu não consigo imaginar o jornalismo 100% offline.

As capas do Santa

Posted by Giovanni Ramos On janeiro - 30 - 20101 COMMENT

Eu não sei o que anda acontecendo dentro do Jornal de Santa Catarina, mas com certeza, alguma coisa mudou. Desde o início do ano, o diário blumenauense resolveu investir em capas criativas, daquelas que chamam a atenção na banca de revistas, levando o leitor a compra do periódico.

A primeira “bola dentro” do ano foi a notícia do fim do carnaval, apresentado como note fúnebre. Destaca-se ainda, as notícias da morte de Zilda Arns, o fim da praça da Figueira e a distribuição de novos agentes prisionais em Santa Catarina, a última apresenta o jornal tomando posição explícita sobre algo polêmico, o que não é tão comum por aqui.

As outras capas de janeiro foram mais simples, mas é fácil perceber que houve uma tentativa para que fosse diferente do padrão. Sem sempre um jornal vai acertar, mas é bom saber que há uma preocupação constante nisso.

Começou a Conferência Nacional de Comunicação em Brasília

Posted by Giovanni Ramos On dezembro - 15 - 2009ADD COMMENTS

omeçou em Brasília, a Conferência Nacional de Comunicação, um evento organizado pelo Governo Federal que tem como objetivo debater o futuro da comunicação no país com diversos setores da sociedade. Isso mesmo, DIVERSOS setores da sociedade, desde empresários do ramo até ONGs e jornalistas autônomos.

A conferência foi abandonada pela Veja, Estadão, Folha de São Paulo e, é claro, Rede Globo. Os poderosos da mídia acusam o governo de querer criar mecanismos para controlar a imprensa. Mais uma balela do grupo que já baniu o Conselho Federal de Jornalismo. Na verdade, o medo da grande mídia é debater o assunto comunicação com os demais setores da sociedade, pois a imprensa brasileira está acostumada a ficar acima da verdade, do bem e do mal.

Está em pauta para 2010, outras conferências nacionais como de Cultura e de Educação. A ideia é ótima, pois o Brasil precisa sentar e discutir como fazer o futuro em diversas áreas. O problema é que muitos

O jornalista Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, está em Brasília acompanhando o evento. Fica a dica para quem quer acompanhar mais sobre a conferência.

Rádio e Internet líderes em credibilidade?

Posted by Giovanni Ramos On novembro - 11 - 20092 COMMENTS

Meu artigo, publicado no site Controversas:

Uma pesquisa do Instituto Vox Populi, publicada no portal Comunique-se, aponta que o rádio e a internet são os meios de maior credibilidade entre os brasileiros (que têm acesso a todos, claro). De 1 a 10, o rádio teve nota 8,2, a internet 8,12, o jornal 7,99, a revista 7,79 e PASMEM, as redes sociais online apareceram na lista com nota 7,74.

A mesma pesquisa mostra que o principal meio mais acessado pelos brasileiros ainda é a TV, com 99,3%, seguida por rádio, 83,5%, jornais, 69,4%, internet (sites e blogs jornalísticos), 52,8%, revistas, 51,1% e redes sociais online, 42,7%.

O resultado da pesquisa permite várias análises interessantes. A primeira é que a INTERNET vai mesmo revolucionar o Brasil e o mundo. Já está em segundo nos meios mais acessados, mesmo que a grande rede atinge apenas 23% dos lares no país. Imaginem quando passar de 50%.

No entanto, a credibilidade me assusta. Uma parcela da população está se informando por redes sociais, como o Orkut, onde TODO MUNDO É EMISSOR DE INFORMAÇÃO E FORMADOR DE OPINIÃO. Durante a epidemia de Gripe A, tinha gente que não acreditava nos jornais, mas botava fé naqueles e-mails misteriosos, cheio de FWD na frente do assunto, que traziam teorias da conspiração sobre a doença.

Quais os critérios de credibilidade na internet 2.0, onde qualquer um é emissor de informação? Como saber se um site é confiável ou não? O trabalho do jornalista, profissional da comunicação, pode ser dispensado e substituído por qualquer um? O que faz um internauta acreditar no blog X e descreditar o blog Y?

A internet está sendo fundamental para derrubar o monopólio da informação das grandes empresas de comunicação. Agora sim, podemos dizer que há LIBERDADE DE IMPRENSA, pois antes só tínhamos LIBERDADE DE EMPRESA. No entanto, uma avalanche de blogs, twitters e comunidades virtuais superlotam a rede de informações e dificulta a distinção da verdeira informação de qualidade e da picaretagem. Novos conceitos de credibilidade jornalística terão que ser construídos com a expansão da interativa internet 2.0.

Impressos em queda livre
O jornais impressos estão em queda livre no mundo inteiro. A queda na tiragem de exemplares já era conhecida e a pesquisa do Vox Populi confirma que o brasileiro NÃO GOSTA DE LER JORNAIS. É um dos meios menos procurados pelos entrevistados e também com menor credibilidade. O jornal custa caro (a produção) e ninguém se interessa mais por ele. Os diários estão morrendo aos poucos.

Isso é ruim? É péssimo! É verdade que parte da imprensa brasileira precisa de umas palmadas, pois a arrogância colocava-os acima da verdade, do bem e do mal. Mas a leitura na internet é muito superficial (muitos que visitam este blog nem chegarão nesta parte do texto) e um meio de comunicação não pode substituir o outro.

O jornalismo precisa discutir o futuro dos impressos…antes que seja tarde.

Internet livre nas eleições

Posted by Giovanni Ramos On outubro - 17 - 2009ADD COMMENTS

LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE. As eleições de 2010 serão livres na internet. A proposta de censurar a rede, dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE) caiu por terra. Prevaleceu os projetos dos de Aloizio Mercadante (PT-SP) e Álvaro Dias (PSDB-PR) no Senado e o presidente Lula foi além.

Os  sites poderão ano que vem, fazer entrevistas com candidatos livremente, e declarar apoio, desde que não seja no anonimato e tenha direito de resposta (o que é justo). No caso de um debate em um portal, podemos escolher quem entrevistas, seguindo as mesmas regras dos jornais e não de rádios e TVs. É justo, pois internet NÃO É UMA CONCESSÃO PÚBLICA.

Sendo assim, os blogs poderão se manifestar com liberdade, sem aquele joguinho hipócrita de não revelar suas preferências. É uma pena que apenas a internet só chegue atualmente a 23% dos lares. Mas isto está mudando…

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