Blog do Giovanni Ramos

Webjornalista. Produção de blogs e gerenciamento de conteúdo

Internet em Geral

Tudo sobre essa bagaça

Se Apple é a empresa que mais agita o mercado de gadgets,a Google reina quando o assunto são aplicativos para web. Mais um exemplo disso é o mercado de armazenamento na nuvem. Bastou a Google anunciar o Drive que os concorrentes já se mexeram.

O Dropbox, serviço mais popular, aumentou a possibilidade da conta gratuita de 8gb para 16gb. A Microsoft reorganizou o SKyDrive e agora oferece 25gb de espaço para os usuários.

Isso tudo ocorreu antes do lançamento do Google Drive. O serviço é bom? É sim! Apesar de ser apenas 5gb gratuitos, o produto faz uma boa sincronização Web/PC/Dispositivos móveis e ter um plus: a possibilidade de levar uma pasta compartilha de outra pessoa para o seu disco no desktop.

A entrada da gigante neste segmento era o empurrão de faltava para a popularização da nuvem. CDs, DVDs e Pen Drives perderão espaço para o armazenamento e compartilhamento via web. Isso em outros países, claro. No Brasil, devido a péssima qualidade da banda larga, a popularização deve demorar um pouco.

Nunca usei o YouTube como uma rede social. Tinha o cadastro no site e várias pessoas tinham me adicionado, as chamadas inscrições. Mas nunca dei bola. O site era para mim, um arquivo de vídeos.

Conheci o novo YouTube nesses dias. O novo visual ficou com cara de rede social mesmo. Um design moderno e uma maior integração com contatos e outras redes sociais. A página inicial agora, te incentiva a ver o que os outros curtiram e adicionaram.

Tirando o Reader, amplamente criticado na web, as mudanças de layout promovida pela Google em seus produtos estão sendo muito boas. Os serviços estão ficando realmente integrados. Como usuário, aguardo por mudanças no Mapas e no Picasa (que deve se chamar apenas Google Fotos), pois o Flickr continua beeeeem melhor.

Sou um grande defensor da liberdade de expressão da internet, que permite a qualquer pessoa poder se manifestar e ter o seu espaço, diferente de qualquer outra mídia. Mas admito que essa liberdade tem o seu ônus: os chatos, que reclamam que qualquer coisa.

Vejamos o exemplo do Flash. O programa da adobe não foi desenvolvido pensando na internet. É um software de animação. Mas os seus recursos e possibilidades de interação fizeram que o programa invadisse a grande rede. Os sites com o plugin Shockwave Flash (depois Flash Player) tornaram-se moda no começo da primeira década de 2000.

A internet começou a popularizar nos celulares e o Flash começou a ser questionado. Claro, o software não foi feito para atualização constante. É mais indicado para hotsites, casos especiais. E como a Apple decidiu decretar guerra ao programa, os chatos apareceram…

O Adobe já anunciou que não fará atualizações do Flash Player para dispositivos móveis. Mesmo assim, os chatos continuam. Agora, eles lançaram uma campanha na internet chamada de “Occupy Flash”, incentivando as pessoas a desinstalarem o plugin do computador.

Ora, não gosta do plugin, não usa. Mas isso não deixa essa gente satisfeita. Eles precisam fazer campanha, incomodar os outros com sua chatisse.

É chato entrar num site inteiramente em flash? É. O site do Shopping Park Europeu que o diga (bem desatualizado). Mas o recurso ainda é interessante, ainda é útil. Desde que usado com moderação.

Perdão, internauta, pelo slogan roubado da propaganda da Topper sobre o rugby no Brasil. Roubar slogans e adaptar para coisas idiotas é um problema que tenho desde a infância. Mas voltamos ao assunto do post: o Google+ ainda será uma rede social de sucesso, mas não já.

Em 2008 eu entrei em uma rede social chamada Facebook, ainda não usada no Brasil. Na primeira impressão, gostei do site. Achei mais organizado e com muito mais recursos que o então poderoso Orkut. Fui chamado de besta, de “inventão” por pessoas que não viram graça nenhuma no FB.

Eles até pareciam ter a razão, pois quase ninguém atualizava a rede do Zuckeberg. Cheguei a criar um “grupo” para o Portal Controversas, sem sucesso…

Esse ano, a Google lançou sua nova rede social, o Plus. Assim que entrei, achei organizado, clean e apesar de faltarem recursos, aprovei o sistema de “círculos” e o hangout. Disse que seria uma rede social para competir com o agora baladado Facebook.

Novamente fui chamado de besta. As pessoas não entendem que uma rede social é algo que demora para “pegar”. O Orkut foi criado em janeiro de 2004, o Twitter em 2006 e foram fazer sucesso no Brasil bem depois. O Facebook, também de 2004 nos EUA, até 2008, quando entrei, era considerado fraco por aqui.

A fórmula é o seguinte. O Facebook está se popularizando e cada vez mais teremos chatos, spammers e outras pragas rodando pela rede social. Assim, alguns malucos começaram a preferir o Google+. Depois, outros virão atrás e logo a nova rede do Google está popular.

No futuro outra rede social substituirá o Google+. Ou outro conceito já que antes do Orkut as febres foram chats e instant messengers. Lembram do fotolog? Pois é…

Para concluir, um jabá. O Portal Controversas já possui uma página no Google+, dedicada para os desbravadores da nova rede social.

Voltei ao Foursquare, aquela rede social de usuários de smartphones, que onde você dá “check-in” nos lugares onde você frequenta. A ideia é boa, mas eu quase deixei de usar a rede devido ao uso exagerado e inútil dos usuários.

A ideia do Foursquare é “dar check-in” em locais bacanas que você está no momento. Bares, restaurantes, cinema, parques, festas, etc. Uma mistura de rede social com guia de lazer. Tanto que, ao entrar no aplicativo, o site te apresenta esses locais como opção.

Mas como sempre, os brasileiros conseguem estragar as redes sociais. Começaram a “dar check-in” em qualquer lugar e cadastrar a própria casa ou até mesmo a casa da sogra. A pessoa entra no trabalho e “check-in”. Vai para o almoço e na volta, outro check-in na empresa. Em casa, mais uma vez…

Além de aporrinhar os outros usuários (e também usuários do twitter e facebook), os chatos do Foursquare não apresentam nada de bom. Colocam sua rotina na rede social.

O RISCO

Tem gente que cadastra a própria casa no Foursquare. Isto é, se você estiver há três quilômetros da casa de um estranho, pode dar “check-in” dizendo que está lá dentro. Legal, não? Sem contar que, se algum maluco quiser perseguir alguém nas redes sociais, fica mais fácil com o programinha…

Voltei ao Foursquare desabilitando o recurso que notifica no Android a cada check-in de amigo. Só vejo agora, quando entro no aplicativo.  E só farei check-in em lugareis legais, sugestões para os amigos.

Aberta uma vaga para estágio em uma agência de empregos. A empresa contratante precisa de um estudante que cuide da página da internet dela. Os candidatos precisam conhecer programas de produção de páginas como Front Page e Dreamweaver e softwares de design como Corel Draw e Photoshop. Qual faculdade a empresa pede que o estudante curse? Publicidade & Propaganda? Qualquer um de Comunicação Social? Não, o curso pedido é o de Ciências da Computação.

O exemplo dado é comum nas agências de emprego e gera uma discussão sobre tecnologias de comunicação, principalmente a internet. Quem deve cuidar da página da internet das empresas? O profissional de comunicação ou computação?

A resposta mais óbvia seria os dois. Um site na internet completo necessita de um bom design, de textos simples e claros, de uma arquitetura de informação que torna a navegação fácil, e também uma programação de banco de dados para armazenar as informações, torna-las mais acessíveis e deixar a atualização da página mais dinâmica.

Muitas empresas especializadas em produção para internet são coordenadas por um profissional de comunicação e um de computação, o último presta também serviços de intranet. Mas quando esse serviço não é terceirizado, as empresas de outros ramos costumam ter apenas uma pessoa trabalhando nesse setor, e aí vem o problema.

Graças às novas tecnologias, os meios de comunicação nunca foram tão acessíveis a sociedade. A junção dos serviços do profissional de informática com o da comunicação social na internet é essencial de forma que um precisa do outro.

A sociedade em geral confunde as duas profissões quando se trata de internet. Para muitos, a pessoa que faz a montagem do site é a mesma que arruma um computador quando ele estraga. Quando essa confusão chega numa empresa, o resultado é um serviço de má qualidade produzido por uma pessoa que acumula funções distintas.

A divisão rígida de funções pode ser coisa do passado. As tendências no mercado podem apontar para profissionais que conheçam diversas áreas. Mas é preciso ter cuidado para perder a qualidade no serviço. As grades dos cursos de comunicação social e computação provam que mesmo na internet, suas funções são bastante distintas.

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Este artigo foi escrito há seis anos, quando eu era estudante de jornalismo e estagiário do Noticenter, na época, um recém lançado site de economia. Apesar de estar empregado (tinha também outro estágio na Univali) me queixava do mercado de trabalho, principalmente na área da internet. Publiquei o artigo por causa das vagas lançadas no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).

E hoje? O mercado sabe diferenciar comunicação digital de ciências da computação? Está claro para todos que é o web designer quem planeja o site, e não um profissional de sistemas de informação?

Há seis anos, o webdesigner não era reconhecido como uma profissão na cidade. Muitos programadores PHP eram contratados para fazer todo o serviço. Hoje, quem sofre são os analistas de mídias sociais. Mas será que as dúvidas de antes foram esclarecidas para todos?

 

A guerra no mundo virtual está cada dia mais acirrada (e melhor para os usuários). O Facebook é a página mais visitada dos EUA, passando o Google. A empresa do Zuckerberg está se aliando a Microsoft para enfrentar a gigante de Moutanin View, que já tem a Apple como grande adversária, por causa da briga Android x IOS.

A resposta da Google chama-se GOOGLE+ (plus), a nova rede social da empresa, que deve abandonar o ultrapassado Orkut (que só faz sucesso no Brasil e na Índia). O Google+ estreou nos últimos dias com um número de usuários limitado, ainda em fase de testes.

O Google+ é, de fato, o adversário direto do Facebook. Trabalha com uma ideia parecida. Perfil + redes de amigos + interesses e o feed de notícias e atualizações (o stream). O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas já dá para apontar pontos positivos e Google precisará mudar:

POSITIVOS
- Contatos separados em círculos (literalmente em cirículos, no sistema arraste para incluir). É mais prático organizar seus contatos que no concorrente.
- Integração com os serviços Google: o álbum de fotos é o próprio picasa, o sistema de conversas é o GTalk e dentro do Gmail há um espaço para receber notificações e publicar atualizaçõs.
- Hangout: você pode chamar seus contatos para um bate-papo por videoconferência. Fácil e prático de usar.
- Celular – Já existe um aplicativo do Google+ para o Android. E a uma baita integração com ele. As fotos que fiz com o meu android neste domingo (03/07) já estavam disponíveis para eu publicar no Plus.

NEGATIVOS
- EMPRESAS – Não há ainda, páginas para empresas como no Facebook. As “pages” foram decisivas para o crescimento do Facebook, pois levaram as entidades para dentro da rede social, tornando ela útil no meio profissional.
- TWITTER – Ainda não há como mandar os tuítes para a timeline do Google+. Este recursos ajudou a popularizar o Facebook no Brasil.
- GENTE – Como a rede ainda é limitada, você NÃO PODE convidar mais pessoas para participar. Só quando eles permitem. Com pouca gente, a sua timeline é pouco usada e você acaba dando mais atenção ao twitter e facebook.

Você gosta de rock insano progressivo maluco? É um daqueles que ouvia metal no passado e hoje gosta de um som mais estranho?

Com vocês, o novo single do Serj Tankian, ex-vocal do System of a Down. O novo álbum será lançado em setembro.

Estressadinho que não gosta do flash

Eu era um admirador dos computadores da Apple. Há um tempo atrás, sempre dizia que queria ter um Mac, pois diziam ser muito superior aos PCs, principalmente para quem lida com vídeos e imagens. Também tinha interesse num Ipod, tanto que comprei um Ipobre para ouvir músicas por aí.

Lendo notícias sobre o lançamento do Ipad (o iphonão), tomei um grande susto. Soube que o novo portátil da Apple não possui suporte Flash Player, aquele programinha que tu instala free para ver vídoes e animações feitos no flash, programa da Adobe. Pior, soube que o Iphone também não possui este recurso.

Fiquei pasmo! Como algo que aparenta ser tão moderno e completo, não possui suporte para arquivos em flash, uma das coisas marvilhosas dos sites na internet? Como ficam os infográficos animados? Como eu irei usar o meu winamp online, o Grooveshark?

Uma notícia no site Mac Magazine, sobre uma reunião da Apple apresenta o que Steve Jobs pensa do programa da Adobe. Ele realmente não gosta do flash. Também não gosta da Google, que lançou o concorrente do Iphone, o Nexus One. Na verdade ele não gosta de nada e de ninguém. Só do que ele faz.

Perdi o tesão pelos softwares Mac. Acessar a internet sem as animações em flash não dá! Quando puder, vou preferir o Nexus One ao Iphone. Um netbook power ao Iphonão.

Na primeira impressão, o número parece irrisório. Apenas 34% da população brasileira tinha acesso à internet em 2008. Porém, a porcentagem dobrou em apenas três anos. Uma prova que o Brasil chegou tarde na grande rede, mas já corre contra o tempo.

Foi o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Governo Federal que constatou os 38,6 milhões de brasileiros online ano passado. A região Sul está em terceiro lugar, com 38% da população, perdendo para Sul e Centro Oeste, que traz outro dado supreendente. Por lá, 93% dos usuários acessam a internet BANDA LARGA.

Ou seja, mesmo atingindo apenas 1/3 dos brasileiros, a internet já é a segunda lugar em credibilidade e as redes sociais já aparecem como uma ferramenta importante na informação. Imaginem agora quando mais da metade da população estiver conectada? O que será dos jornais impressos? Dos grandes veículos de comunicação?

Estamos diante de um instrumento poderoso de democratização do acesso à informação e do direito de ser o emissor dela. Uma tecnologia capaz de mudar a sociedade. Basta sabermos usá-la como eficácia.

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