#7 Extremos? Não! Uma disputa de rejeições, talvez

FOTO: José Cruz/Agência Brasil

POLARIZANDO

A pesquisa Ibope divulgada terça-feira (18) pela Rede Globo só confirma o que outras pesquisas já apontavam: Fernando Haddad (PT) disparou e começou uma polarização direta com Jair Bolsonaro (PSL). A tendência no momento é que ambos vão ao segundo turno, que deve ser muito disputado. Mas este é o cenário do momento, as coisas ainda podem mudar.

SUBINDO

A subida de 11 pontos percentuais em uma semana mostra que a transferência de votos de Lula para Haddad começou a acontecer. E se lembramos que o ex-presidente tinha 38% no último Ibope e 39% no último Datafolha, podemos afirmar que a tendência é que o ex-prefeito de São Paulo continue subindo.

TAMBÉM VAI SUBIR

O crescimento do candidato do PT pode ajudar Bolsonaro a se consolidar. Ele vai apostar no antipetismo para conseguir alguns votos hoje com Alckmin, Dias e Amoedo. Bolsonaristas falam em vitória no primeiro, mas vale lembrar que nem voto voto tucano é voto para ele. Do outro lado, o PT também tentará roubar votos de Ciro e Marina com o discurso antibolsonaro. O que deve acontecer? Ambos subirão, mas n devem bater os 50% no primeiro turno.

EXTREMOS

O segundo turno entre Haddad e Bolsonaro não será um segundo turno de extremos. Isso porque o candidato do PT é, talvez, um dos mais moderados do seu partido (que já é bem moderado). Será um segundo turno se rejeições, grupos anti que se espalham na internet. Por isso, será um segundo turno insuportável, com brigas, discussões intermináveis, etc.

CENTRÃO

O Centrão deve eleger, como sempre, um espaço gigante no Congresso Nacional para 2019. Mas o desempenho de Geraldo Alckmin (PSDB) é uma derrota para esses partidos. O latifúndio no tempo de TV não serviu para nada até agora. Confirmando, a tese de que os candidatos precisam do Centrão para ganhar as eleições cai por terra. Os principais partidos começarão a pensar em si apenas, deixando a conversa com o Centrão para depois das eleições. E se lembrarmos que a partir de 2020 não haverão mais coligações proporcionais, o jogo político passará por grandes mudanças.

 VICE E ASSESSOR

De acordo com o UOL, Bolsonaro teve alta do Hospital, deve ficar no Rio de Janeiro e estuda participar do debate na Globo. O candidato do PSL precisa volta ao noticiário que não seja apenas a sua recuperação física para evitar que os aliados atrapalhem ainda mais a campanha. As entrevistas do General Mourão (PRTB) tem sido polêmicas (para não falar algo pior). Comentário preconceituoso sobre famílias de mães solteiras, comentários contra negros e índios. Além disso, o assessor econômico propôs a volta da CPMF e uma única faixa de imposto de renda.

HADDAD PAZ E AMOR

Este coluna disse em sua segunda edição que já havia uma aproximação do Mercado Financeiro com Haddad, antes memso de ele ser confirmado candidato do PT. Agora, o petista dá declarações concordando com uma reforma da previdência (não a do Temer, claro), com controle de gastos e sinalizando que o Ministério da Fazenda não será tocado por alguém muito heterodoxo. É praticamente uma “carta ao povo brasileiro” atualizada.

 

#6 – Um corte superficial no cenario eleitoral

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

DATAFOLHA

A primeira pesquisa (de credibilidade) após o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) mostrou que a facada atingiu muito mais o sistema digestivo do candidato que o processo eleitoral. A rápida reação dos adversários condenando o fato e as ações posteriores dos apoiadores do candidato do PSL fizeram com que o cenário pouco alterasse para o líder nas pesquisas: continua liderando, mas com rejeição alta e crescendo.

MARINE LE PEN

Bolsonaro dá sinais que pode ser a Marine Le Pen das eleições brasileiras. A candidata da Frente Nacional (a extrema direita francesa) liderou e assustou no primeiro turno na França em 2017, mas perdeu fácil para Emmaneuel Macron (En Marche!) no segundo devido a sua rejeição. Os atos da campanha do PSL apontam para isso: estão muito mais focados em consolidar seu eleitorado do que buscar novos.

EMMANUEL MACRON

Quando o atual presidente da França, Emmanuel Macron, venceu as eleições, muitos nomes no Brasil queriam ser o “Macron brasileiro”. Quem está mais próximo disso hoje é Ciro Gomes (PDT). Segundo lugar na pesquisa Datafolha, menor rejeição e vencendo todos os adversários no segundo turno, Gomes achou o caminho a ser explorado: postar-se como o candidato de Centro, o nem petista, nem tucano, o mais forte para bater Bolsonaro no segundo turno. A estratégia dele será buscar o voto útil na reta final do primeiro turno, talvez roubando votos de Alckmin e Marina.

O POSTE

Fernando Haddad será oficializado hoje, candidato a presidente pelo PT. Mas ainda antes da oficialização, o petista já comemora um crescimento de cinco pontos na pesquisa Datafolha, o que o coloca na cola de Alckmin e Ciro. Haddad possui muito espaço para crescer nas pesquisas, mas terá que ficar de olho com duas coisas: a rejeição sua, que crescerá por ser do PT e os ataques que virão pela mídia. O Jornal Nacional ontem já colocou o ex-ministro Antonio Palocci de volta em cena para atacar o ex-partido.

CAINDO PELAS TABELAS

Explorar o fato de ser a única mulher não ajudou muito Marina Silva. A candidata da Rede caiu cinco pontos na pesquisa, o pior momento para cair. Sem tempo de TV, sem militância aguerrida e sem estrutura partidária, vai ficar difícil reverter a tendência. A ideia de se posicionar como alguém ao Centro, no meio dos desgastados polos, não deu certo. Esse espaço foi ocupado por Ciro.

NÃO MORREU

A pesquisa não foi tão ruim para Geraldo Alckmin (PSDB) como muitos pensam. A alta rejeição e a derrota certa no segundo turno de Bolsonaro pode ser explorada pelo tucano, pois as pesquisas mostram que ele possui mais condições de vencer um candidato da esquerda que o ex-capitão. Se contarmos que Meirelles e Amoedo possuem 3% e que nem todos os 24% de Bolsonaro tão super fiéis, há espaço para o PSDB crescer. Mas para dar certo, precisará que PT e PDT se matem.

RICHA

Se a pesquisa não foi uma notícia ruim para Alckmin, a notícia da prisão de Beto Richa (PSDB) é. Apesar de ser um “peixe pequeno” dentro do ninho tucano, ele não tinha uma imagem tão desgastada como a de Aécio Neves. Isto é, vai respingar na campanha presidencial, sim.

 

#5 – Bolsonaro ficou mais vivo após a facada

IMPREVISÍVEL

Estamos diante de uma eleição imprevisível histórica. Um dia, a pesquisa Ibope aponta uma rejeição crescente para Bolsonaro, que perderia o segundo turno para qualquer adversário. Uma situação difícil de reverter, pois sua rejeição crescia justamente com o aumento da exposição do candidato. Eis que um imbecil maluco decidiu dar uma facada no candidato em um comício. Pronto: o candidato do PSL sobreviveu ao ataque e ganhou mais fôlego para a campanha, explico abaixo:

FATOR 1 – COMOÇÃO

A comoção por um candidato que sofre um atentado é inevitável. Lembramos da morte de Eduardo Campos (PSB) em 2014, que impulsionou Marina Silva. O candidato que tinha como problema justamente o fato de defender o ódio, a ditadura, a tortura, agora pode se posar de vítima. Ele fará isso, como qualquer candidato faria.

Morte de Campos gerou comoção, impulsionou Marina, mas não garantiu a eleição dela. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

FATOR 2 – BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO

Cada vez que Bolsonaro abria a boca para falar seus discursos tradicionais, ele alimentava mais a sua militância enquanto via sua rejeição aumentar. Claro: ou tu apoias incondicionalmente o que ele defende, ou tu repulsas toda a ideologia que ele traz. Agora, pós atentado, Bolsonaro estará na mídia, como vítima, e sem condições de aumentar a rejeição com suas ideias.

SEGUNDO TURNO

Dizer que Bolsonaro vai ganhar as eleições por causa do atentado é precipitado. Marina captou os votos da comoção da morte de Eduardo Campos em 2014, mas perdeu eles no mesmo mês, ficando em terceiro lugar. A primeira reação ao atentado deve ser a consolidação do seu atual eleitorado, o que praticamente o garante no segundo turno. Depois do dia 7 de outubro são outros quinhentos.

NOVAS ESTRATÉGIAS

Geraldo Alckmin (PSDB) tinha decidido atacar Bolsonaro por entender que os dois brigam por uma vaga no segundo turno (a outra é da centro-esquerda). Porém, vale a pena atacar um candidato que sofreu um atentado? Se os tucanos desistirem de entrar no segundo turno no lugar do PSL vão precisar atacar o PDT e a Rede. O jogo mudou…

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Quando o PT vai finalmente oficializar Haddad? Lançar agora é uma má ideia, pois as atenções estão voltadas para o PSL e o PT precisa de mídia para dizer que Haddad é o candidato de Lula. Mas se não for agora, quando?

MELANCÓLICO

As críticas de Temer a Alckmin e depois a Haddad no Twitter mostram um fim melancólico do ex-presidente em exercício. O mais impopular presidente da história revela-se um rancoroso, chato, que não aceita críticas e vive distante da realidade. Os vídeos de Temer não afetarão as eleições, apenas gerarão ótimos memes.

#4 – Pesquisa Ibope, Temer e Lula

José Cruz/Agência Brasil

PESQUISA IBOPE

A primeira pesquisa eleitoral que não trouxe o nome do ex-presidente Lula não foi muito diferente das pesquisas anteriores no cenário sem Lula. Todo mundo praticamente subiu um pouco, mas quem mais comemora o resultado do Ibope é o candidato Ciro Gomes (PDT). Foi quem mais subiu, empatou em segundo lugar com Marina Silva (Rede), possui a menor rejeição e com a maior vantagem sobre Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

O REJEITADO

A coisa tá feia para o candidato do PSL. Lidera no primeiro turno, mas perde para todos os candidatos simulados em segundo turno. A exceção é num segundo turno com Fernando Haddad (PT), onde há empate. Porém, é bom lembrar que Haddad ainda não foi oficializado candidato. O candidato “social-liberal” pode ter o mesmo destino de Marine Le Pen, da Frente Nacional, partido da extrema direita francesa: ganhar fácil no primeiro e tomar um vareio no segundo.

CORRA, LULA, CORRA

O PT vai esticando a corda até o fim para lançar seu candidato de “verddad”. Uma estratégia cada dia mais arriscada, pois quando Haddad for o candidato oficial, ele iniciará em quinto lugar nas pesquisas e terá menos de 30 dias não apenas para dizer que é o substituto de Lula, mas que o leitor lulista (que não é necessariamente petista) deve votar nele e não em Ciro Gomes ou Marina Silva, candidatos que estão absorvendo mais o lulismo hoje.

CORRA, LULA, CORRA (2)

E o ministro do STF, Luiz Fachin, o mesmo que tinha votado a favor de Lula no TSE, negou o pedido dele para rever a cassação da candidatura do STF, algo já esperado, mas que a imprensa petista continua esperneando como se tivesse realmente esperanças se alguma mudança nos tribunais. O teatro de dizer que Lula é candidato acabou, quando mais tempo o PT levar para não ficar mais fingindo, pior para Haddad.

NÃO FINGE QUE NÃO ME CONHECE

Pesado o ataque do presidente do Michel Temer (MDB) ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano está criticando pontos do governo atual e o presidente resolveu reagir, mas com um ataque diferente. Basicamente, Temer disse: “não finge que não estamos juntos, porque estamos juntos sim”. Temer não xingou Alckmin, fez pior: mostrou que a candidatura do PSDB é também uma candidatura governista. Alckmin apanhou e não poderá responder para não perder tempo

 

#3 – A tragédia depois da tragédia do Museu Nacional

FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil

FOGO

Desnecessário falar sobre o incêndio ao Museu Nacional no Rio de Janeiro. O assunto está nos jornais do mundo inteiro. A coluna de hoje falará mais sobre a tragédia que veio depois da tragédia: a desinformação e o festival de discursos políticos bestas para se aproveitar do caso.

A EMENDA 95 E A DILMA

Muita hipocrisia as lideranças do PT culparem exclusivamente o governo Temer pelo incêndio. O primeiro grande corte do repasse de verbas ao museu foi no governo Dilma, em 2015. É fato que a Emenda 95 vai trazer muitos problemas nos próximos anos, mas se é para colocar na conta de alguém, vamos colocar nos dois: Dilma/Temer. Nem esperaram o fogo ser apagado para tirar proveito político, vão… Ah sim, tem matéria circulando de 2004 com a direção da UFRJ reclamando de falta de apoio ao museu, isto é, governo Lula.

ATAQUES AO PSOL

O fato do reitor e do vice-reitor da UFRJ serem do PSOL foi motivo para a direita burra partir para cima do partido, culpando-o pelo incêndio. Oi? A reitoria reclama de falta de recursos para o local desde sempre, estava com uma responsabilidade imensa nas mãos sem dinheiro para isso e a culpa é do partido do reitor? Ah, vá!!!

OS MUSEÓLOGOS

Eis que o Brasil passou a ter 200 milhões de museólogos, ou no mínimo, apaixonados por museus. Gente que nunca colocou os pés em um museu na vida está nas redes sociais berrando contra o governo, contra político X ou Y, pelo incêndio. Ficou interessado em cultura, em história? Comece prestigiando os museus de sua cidade, então.

ROUANET

Deveria ter uma lei que proibisse o brasileiro de falar sobre a Lei Rouanet sem conhece-la primeiro. E que fique claro, sou um crítico antigo a este formato de apoio a cultura. Leis de mecenato como a Rouanet fazem com que o departamento de marketing das empresas decida para onde vai o dinheiro público. Por isso, artistas famosos conseguem captar os recursos aprovados e museus como o do Rio de Janeiro não. Duvida? Leia isto!

ROUANET (2)

Mas não é pelas razões apresentadas na nota anterior que o brasileiro berra nas redes sociais contra a Rouanet. É contra por causa de alguns trabalhos que recebem recursos pela lei. Primeiro: boa parte dos projetos aprovados na Rouanet criticados na web não conseguem captar grana também (leia aqui). Segundo: o problema na real não é o uso de dinheiro público: o hipócrita metido a moralista é simplesmente contra que algumas peças, alguns livros sejam publicados porque não gosta do conteúdo. Censura mesmo, sabe…

HIPÓCRITAS

É irritante ler pessoas que até ontem estavam reclamando de dinheiro para museus e espaços de arte, educação, história, hoje bancarem os defensores da cultura (de parte dela, no caso). Esse assunto vai se manter em alta até o segundo turno das eleições e depois será esquecido, assim como foi esquecido a tragédia de Mariana (MG), assim como já esqueceram a morte de Marielle Franco. É só onda….

#2 – É tudo teatro, Haddad sempre foi o candidato

FOTO: José Cruz/Agência Brasil

TEATRO

O julgamento do TSE ontem à noite foi um grande circo ou um episódio de Chaves, pois todo mundo já sabia o final. Todo mundo mesmo, inclusive o PT, pois como diria o Arnaldo, a regra (da ficha limpa) é clara. O PT vai até o fim com Lula não porque acredita ou porque acha mais justo, mas porque faz parte da estratégia eleitoral para lançar o verdadeiro candidato desde o início: Fernando Haddad.

TEATRO (2)

Quem comemora (ou se revolta) pelo resultado somente ontem é fanático ou está se fazendo. Não tenho paciência nem para os mimimis dos petistas, nem para a felicidade dos antiLula. Tem muita coisa esquisita nos processos contra o ex-presidente, mas no caso da lei eleitoral, a aplicação foi normal.

FACHIN

Deu tela azul na ala mais fanática do PT e dos antiPT. O ministro Luiz Fachin, relator da Lava Jato no STF, deixou de ser herói dos “coxinhas” para ser inimigo em poucos minutos. O contrário se deu na ala petista. O antes sem crédito teve o seu voto, pró-Lula, exaltado no grupo de apoiadores do ex-presidente. De fato, o voto surpreendeu e será usado pelos advogados de Lula nos recursos ao STF.

AJUDINHA DO TSE

A decisão de proibir o Lula como candidato já no horário eleitoral, mas mantém o direito do partido usar o tempo de TV, desde que não divulgue Lula como candidato era tudo que o PT precisava. Agora, o partido pode fazer a sua choradeira por uns dias, levar o Haddad para Curitiba e transformar a troca de candidatos em um grande comício, com um mês para tentar a tal transferência de votos.

MERCADO E HADDAD

Quatro horas da manhã na balada, o cidadão que entrou nela achando que ia se dar bem e não conseguiu nada, decide dar atenção àquela menina que desprezou no início, procurando qualidades que antes não via. É mais ou menos assim que o mercado financeiro está com Fernando Haddad. Diante da possibilidade do petista ganhar a eleição, o mercado decidiu piscar, chamar ele para um café. Duvida? Olha essa matéria da Reuters publicada no UOL.

GEPLÁGIO ALCKMIN

A ideia dos tucanos de atacar o Bolsonaro, seu adversário por uma vaga no segundo turno, parecia boa. Dizer em um comercial que não se resolve tudo na bala também é uma boa sacada. Mas precisava copiar escancaradamente um comercial premiado da Inglaterra? O triste é pensar que esses marketeiros ganham milhões pelas campanhas.

SENSACIONAL

Mas o vídeo de maior destaque dessa semana veio das eleições no Paraná, com a candidata ao governo do PCO, Priscila Ebara. Ela foi entrevistada ao vivo na Band e na hora de ir embora…bom, melhor assistir o vídeo.

FUI

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#1 – Reestreia do site em forma de coluna

RETORNO

Durante oito anos, editei um blog (que mais tarde passou a ser um site mais amplo) sobre política em Blumenau com o nome de Controversas, termo que reutilizo na criação desta coluna. O nome, obviamente, é uma brincadeira com controvérsias e conversas, objetivo deste novo espaço: discutir assuntos relacionados ao Brasil e a comunicação com provocações e questionamentos. A ideia aqui não é responder, é fazer novas perguntas. Seja muito bem-vindo e comente abaixo, compartilhe, dê um like na coluna.

JORNAL NACIONAL

Um dos assunto mais comentados nesta semana no Brasil é a rodada de entrevistas do Jornal Nacional com quatro candidatos a presidência da República. No geral, a repercussão é negativa. O jornal foi alvo de críticas por ficar cortando os candidatos e explorar apenas as contradições, sem abrir espaço para apresentar propostas.  Vamos aos fatos: O JN, de fato, explorou as polêmicas e não quis saber de propostas. Focou naquilo que dá mais audiência. E eu pergunto: o público realmente queria ouvir os candidatos propondo? E os candidatos realmente usariam o espaço para isso ou ficariam repetindo bordões prontos?

IDEOLOGIA E PROPOSTAS

Essa história de espaços para candidatos apresentarem propostas é tão lorota quanto o público votar conforme ideologia. O eleitorado em geral não dá muita bola para isso, não. Quem REALMENTE quer estudar as propostas dos candidatos sabe que o espaço na TV é insuficiente para decidir alguma coisa. É preciso ir atrás. Por isso, essas sabatinas são mais frases de efeito e propostas rasas, de marketing.

TWITTER

Outro assunto polêmico foi a denúncia de compra de “influenciadores digitais” no Twitter. O assunto cresceu depois que o estado do Piauí entrou nos trendtopics, com influenciadores de todos os cantos do país falando bem do atual governador de lá. Nesse assunto, me alinho com o pessoal do podcast “Foro de Teresina” da Revista Piauí: pagar gente para falar bem de candidato no Twitter ajuda alguma coisa?

DICAS DA COLUNA

O podcast Foro de Teresina já comentado anteriormente. Toda quinta-feira, três jornalistas discutem os temas mais relevantes da política brasileira. Programa bem feito, bem organizado, com ótimas discussões. Vale a pena ficar de olho também no Infomoney. O portal é sobre economia e negócios, mas como economia e política é tudo uma coisa só, eles estão divulgando e repercutindo tudo que é tipo de pesquisa que sai nessas eleições.

ENTRE ASPAS

“O TSE fica caçando fake news. O TSE não sabe o que é notícia, vai caçar notícias falsas?” – José Roberto de Toledo (Revista Piauí).