#4 – Pesquisa Ibope, Temer e Lula

José Cruz/Agência Brasil

PESQUISA IBOPE

A primeira pesquisa eleitoral que não trouxe o nome do ex-presidente Lula não foi muito diferente das pesquisas anteriores no cenário sem Lula. Todo mundo praticamente subiu um pouco, mas quem mais comemora o resultado do Ibope é o candidato Ciro Gomes (PDT). Foi quem mais subiu, empatou em segundo lugar com Marina Silva (Rede), possui a menor rejeição e com a maior vantagem sobre Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

O REJEITADO

A coisa tá feia para o candidato do PSL. Lidera no primeiro turno, mas perde para todos os candidatos simulados em segundo turno. A exceção é num segundo turno com Fernando Haddad (PT), onde há empate. Porém, é bom lembrar que Haddad ainda não foi oficializado candidato. O candidato “social-liberal” pode ter o mesmo destino de Marine Le Pen, da Frente Nacional, partido da extrema direita francesa: ganhar fácil no primeiro e tomar um vareio no segundo.

CORRA, LULA, CORRA

O PT vai esticando a corda até o fim para lançar seu candidato de “verddad”. Uma estratégia cada dia mais arriscada, pois quando Haddad for o candidato oficial, ele iniciará em quinto lugar nas pesquisas e terá menos de 30 dias não apenas para dizer que é o substituto de Lula, mas que o leitor lulista (que não é necessariamente petista) deve votar nele e não em Ciro Gomes ou Marina Silva, candidatos que estão absorvendo mais o lulismo hoje.

CORRA, LULA, CORRA (2)

E o ministro do STF, Luiz Fachin, o mesmo que tinha votado a favor de Lula no TSE, negou o pedido dele para rever a cassação da candidatura do STF, algo já esperado, mas que a imprensa petista continua esperneando como se tivesse realmente esperanças se alguma mudança nos tribunais. O teatro de dizer que Lula é candidato acabou, quando mais tempo o PT levar para não ficar mais fingindo, pior para Haddad.

NÃO FINGE QUE NÃO ME CONHECE

Pesado o ataque do presidente do Michel Temer (MDB) ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano está criticando pontos do governo atual e o presidente resolveu reagir, mas com um ataque diferente. Basicamente, Temer disse: “não finge que não estamos juntos, porque estamos juntos sim”. Temer não xingou Alckmin, fez pior: mostrou que a candidatura do PSDB é também uma candidatura governista. Alckmin apanhou e não poderá responder para não perder tempo