É possível um balneário conciliar desenvolvimento urbano, mantendo intacta, suas praias?
Passei a última semana de 2010 na região Sul do Estado. Visitei as praias de Garopaba, Ferrugem, Rosa e do Farol de Santa Marta, em Laguna. A de Garopaba, a mais simples e suja que visitei (onde estava hospedado), dá de dez a zero nas praias do Litoral Norte (excluindo o município de Bombinhas)
Rosa, Ferrugem e as praias do Farol são fantásticas. Belas paisagens, água REALMENTE LIMPA, sem aquele esgoto a céu aberto, marca maior das praias catarinenses (valeu Casan). O que elas têm em comum, além das maravilhas? A falta de infra-estrutura urbana.
Para chegar no Farol, um turista precisa pegar uma balsa e depois andar 17 quilômetros em uma estrada de barro horrorosa. Só quem gosta MESMO de belas praias e faz questão disso vai até lá mais de uma vez. Para chegar na Praia do Rosa, o turista precisa ficar atento, caso contrário se perde nas estreitas vielas de barro. Dependendo do horário, o motorista pode levar uma hora para deixar o local, devido ao trânsito no centro da praia, onde ficam os bares e baladas.
Fico preocupado com o município Penha, que possui 19 praias, a maioria delas não habitadas. A legislação foi alterada e hoje é permitido construir prédios de até seis andares. Apesar de uma decisão judicial que obriga a Casan a tratar toda a rede de esgoto até 2013, eu duvido que isso vá acontecer. Onde chega o asfalto, os arranha-céus, a praia se destrói.

