Atletiba no Youtube/Facebook – o futuro do entretenimento chega ao futebol brasileiro

A Federação Paranaense de Futebol bem que tentou, mas o maior clássico do futebol do Paraná foi para a internet. Atlético Paranaense x Coritiba fizeram o primeiro “Atletiba” transmitido exclusivamente pela web, através das páginas oficiais dos times no YouTube e Facebook. Há quem diga que isso é uma revolução dos clubes contra o império da rede globo e o monopólio nas transmissões de futebol. Que nada, isso é apenas o princípio de uma adequação a realidade. Vamos aos fatos:

– Coritiba e Atlético Paranaense romperam com a Globo no Brasileirão. Eles fecharam com a TV Esporte Interativo, hoje pertencente a Turner Broadcasting System, dona da CNN, TNT e outros canais americanos. A mudança será em 2019. Eles trocam para se livrar da tirania da Globo? Não, apenas trocaram por alguém que paga mais para transmitir o jogo deles.

– Coritiba e Atlético Paranaense romperam com a Globo no Campeonato Paranaense. Eles não aceitaram a proposta da emissora para o torneio estadual, que tem os direitos de transmissão mediados pela Federação Paranaense de Futebol (no Brasileirão, a negociação é direta). Não aceitaram porque entenderam que o valor era baixo demais.

– Para o clássico, eles decidiram transmitir o jogo pela internet. Contrataram quem para isso? Gente da Esporte Interativo, claro. Isso é maldade? Não, é uma obviedade. Se a nova emissora esportiva já é parecida dos clubes, porque não contratar profissionais deles para o evento?

– A Federação Paranaense não deixou a primeira partida ocorrer, alegando que a equipe de transmissão não estava credenciada, justificativa fraca, pois eram funcionários contratados pelos clubes e não uma imprensa externa. Por que a entidade fez isso? Porque ela sai perdendo financeiramente quando os clubes negam uma venda de direitos de TV mediada por ela.

– Isso é uma revolução? Não. Não há nada de revolucionário, de desafiador em transmitir pela internet. Romper com a Globo e apostar numa emissora nova, sem muita audiência e tradição no Brasil é uma decisão muito mais difícil de ser tomada, mesmo que a proposta financeira seja mais alta. Não há como comparar a audiência da Globo com qualquer outra emissora de TV.

– É uma ameaça ao império da Globo? Ainda não, mas um bom recado. A população mais jovem vive no YouTube, no Netflix e não na frente da televisão do meio tradicional. A maior parte da população brasileira, HOJE, ainda se informa e se entretém da forma tradicional, pela TV aberta, mas com o passar dos anos a tendência é que a coisa mude.

A Esporte Interativo já sabe disso. E já vende alguns pacotes de transmissão pela internet, como do Nordestão e a Champions League. A transmissão de eventos ao vivo não é novidade nem no Brasil. Em 2008, o Portal Terra colocou cinco transmissões simultâneas das Olimpíadas, de graça, em seu site. O YouTube, desde que lançou a plataforma ao vivo, já passou shows e outros eventos de entretenimento. Uma hora chegaria ao futebol.

Os times do Paraná são pioneiros, trouxeram algo que era inevitável ao futebol. Daqui a uns anos, estaremos lembrando desse jogo como pontapé inicial. Mas não chega a ser uma revolução, pois é algo que já acontecia em outros entretenimentos e também no esporte (outros países/modalidade). A questão não é enfrentar a Globo, a questão é levar o futebol aonde os mais jovens estão.

– Vamos nos livrar da Globo? Não, necessariamente. A maior emissora do Brasil ainda possui créditos com os clubes e possui totais condições de se adequar ao novo mercado. Talvez, o que mude logo seja o engessado Pay Per View, que não dá nenhuma opção ao consumidor, a não ser comprar o Brasileirão todo.

Ah, sim. A Netflix ainda não entrou nessa de transmissões ao vivo. Mas uma hora entrará….

Internet fixa – como funciona em Portugal

O ministro das Comunicações Gilberto Kassab conseguiu irritar os brasileiros no começo deste 2017 ao dar uma entrevista ao portal  Poder 360 afirmando que a partir do segundo semestre as empresas de telecomunicações estariam autorizadas a cobrar franquia nos planos de internet fixa.  O ministro voltou atrás por ora, mas é certo que a intenção de limitar a internet permanece no Brasil.

Moro em Portugal desde setembro do ano passado e resolvi fazer um comparativo entre os planos de internet daqui com o Brasil. Peguei as três grandes operadoras em Portugal e comparei com as três grandes brasileiras e comparei o plano combo (internet + TV  + fone) mais básico.

Aqui em Portugal não existe franquia, para começo de conversa.

INTERNET FIXA – PORTUGAL

Vodafone
100mb de internet de velocidade + 145 canais + 3 mil minutos de ligações para números fixos
Valores: €48,9 (sem fidelização), €33,9 (fidelização de um ano), €28,9 (fidelização de dois anos)

MEO
100mb de internet de velocidade (200 nos primeiros meses) + 150 canais + ligações ilimitadas (para fixo)
Valores: €44,99 (32,99 nos primeiros seis meses)

NOS
100mb de internet de velocidade (200 nos primeiros meses) + 166 canais + ligações ilimitadas (para fixo)
Valores: €44,99 (32,99 nos primeiros seis meses)

INTERNET FIXA – BRASIL (SANTA CATARINA)

Vivo
15mb de internet de velocidade + 39 canais + ligações ilimitadas (fixo + movel local)
Valores: R$ 189,88 (R$ 219,88 após 12 meses)

Claro
15mb de intenret de velocidade + 81 canais + ligações ilimitadas só para Claro
Valores: R$ 174,80 (R$ 124,90 nos três primeiros meses)

Oi
15mb de internet de velocidade + 159 canais + ligações ilimitadas
Valores: R$ 189


Conclusões:

Se converter a moeda para o câmbio atual, na faixa de R$ 3,4 o euro, veremos que os valores são bastante próximos dos planos combo. Com duas gigantescas diferenças: o número de canais disponíveis e principalmente a velocidade da internet.

Os planos em Portugal COMEÇAM em 100mb de velocidade, no Brasil ainda tem empresas vendendo planos em Blumenau, pólo tecnológico de alto IDH a partir de 2mb. Isso que Portugal é considerado o país com a internet mais cara da Europa Ocidental.

Dentro deste cenário, cobrar pela franquia no Brasil chega a ser um insulto.

Como mensurar qualidade nas redes sociais?

Quantidade ou qualidade? Eis uma pergunta que pode ser aberta em qualquer tipo de discussão. Não importa o segmento, quando falamos em produção, prestação de serviços, este questionamento sempre surge gerando uma controvérsia. Sempre existirão aqueles que avaliam a partir da quantidade, cuja mensuração é matemática, e outros pela qualidade, cuja análise é subjetiva.

A página no facebook de um pequeno site de opinião que administro tinha um número pequeno de curtidas. Decidi ampliar através através do Facebook Ads. Foram poucos reais para ampliar o alcance de algumas postagens interessantes e também em propaganda direta da página, aonde a rede social já apresentava um cálculo que quanto poderia aumentar o número de “likes”.

O resultado, em termos numéricos, foi satisfatório. As postagens tiveram o alcance que resultou em boa repercussão dos artigos publicados no site e o número de likes cresceu conforme prometido pelo Facebook.

Mas quem passou a curtir a página? Trata-se de um blog regional e a publicidade foi direcionada para Blumenau e municípios vizinhos. Comecei a analisar o perfil dos novos “curtidores”. Muitos eram sim, da região, mas o número de pessoas de fora assustou. Até mesmo entre os seguidores locais, o perfil de alguns não eram dos leitores habituais do site. Em alguns casos, pessoas que, se pararem para ler o blog, passarão a não gostar dele.

Eu paguei para o Facebook para ter mais likes e ganhei. Mas preferia ter um número talvez menor, mas com um público mais interessado, engajado. E daí veio a velha pergunta: o que é mais importante? Mais likes ou likes qualificados? Mais visitas ou visitas de pessoas de um público específico?

Na Grande Porto Alegre, o jornal Diário Gaúcho chegou a passar a Zero Hora no número de tiragens na metade da década passada (não sei o cenário atual). Os dois jornais são da RBS e o Diário Gaúcho era o mais lido da região. Ainda sim, o anúncio na Zero Hora era mais caro. Por que? Porque são veículos para públicos diferentes, o mais popular na classe C e o outro nas classes A e B. O que importa nesse caso, não é quantos lêem, mas quem lê.

Trago essa discussão novamente para a internet, onde ferramentas como o Google AdSense é a ferramenta popular para publicação de anúncios. A Google paga pela quantidade de cliques, independente de quem tenha clicado. Vários outros sites utilizam esse formato, chamado de CPM (Clique por Mil Impressões).

O Google filtra esses anúncios e eles só aparecem para o leitor do site se ele tem interesse no assunto, isso ajuda a dar qualidade, levando o anúncio a apenas quem interessa. Mas ainda sim, há dúvidas sobre a qualidade da audiência do site.

Uma página no facebook com milhares de curtidas é uma página popular, certo? Mas quem curte? Quem realmente gosta da página? Uma postagem pode ter 100 comentários, mas boa parte deles pode ser negativos, com críticas ao conteúdo postado. Tem quantidade, tem popularidade, mas não necessariamente qualidade.

Como medir a qualidade de uma página no facebook? Como saber se uma conta no twitter é boa? Quais os critérios para fizer se um blog é bom? A qualidade é, quase sempre, subjetiva. Mas o perfil de quem gosta do site ou da página pode ajudar em muito.

Google e Facebook trabalham nessa segmentação do público. Mas ainda estamos muito preso aos números…

Spofity e Google Play Music – a guerra musical no Brasil

Spotify é o queridinho da vez

Spotify é o queridinho da vez

Mensalidade de R$ 12,90 para ter acesso ilimitado ao acervo musical e ainda 60 dias de teste gratuito. Essas são as armas da Google com o Play Music, um serviço de assinaturas para concorrer com o Spotify, a rede social músical sensação do momento. No ano em que o Winamp anunciou seu fechamento, a música por streaming atinge seu auge no país. O MP3 começa a ficar para trás.

Rede social voltada para a música não é novidade no mundo. Desde o sucesso da Last FM, criado em 2002, a internet já viu diversos projetos na moda: Dezzer, Blip FM, Grooveshark são alguns dos exemplos de projetos que envolvem não apenas disponibilizar música para streaming, mas também organizar playlists, interagir com outros usuários, substituindo o bom e velho Winamp com MP3.

O sueco Spotify foi criado em 2008, mas somente neste ano chegou ao Brasil. Trabalhando com uma plataforma fácil e um plano de assinatura com preço acesível, nos moldes do Netflix, o serviço caiu no gosto dos brasileiros e deve crescer ainda mais com a proposta de hospedar canais de podcasts.

A Google não poderia ficar para trás. Recentemente anunciou o serviço do Play Music no Brasil com uma mensalidade menor e com mais tempo para o usuário testar. O produto ainda inclui a possibilidade de você enviar os seus MP3s para a nuvem, podendo baixa-los a hora que quiser.

Além dos dois, existem outros projetos semelhantes, talvez não tão sofisticados, mas sem cobrança de assinatura (modalidade possível na Google e Spotify também) como o SuperPlayer. De qualquer forma, ouvir músicas pela internet, ter o seu acervo musical na nuvem parece ser uma tendência sem volta.

E você? Usa Spotify? Play Músic? Outro site? O YouTube (que está mudando de olho no público que entra apenas para ouvir mú

Google quer dominar também essa área da internet

Google quer dominar também essa área da internet

sica)? Ou continua no bom e velho Winamp?

 

 

Ello: a rede social sem publicidade, sem modinha…e sem graça também

Vocês lembram dos primeiros anos do Iphone, quando qualquer outro smartphone lançado no mercado tinha a expectativa de ser o “Iphone Killer”? Pois bem, a moda agora é saber quem é o “Facebook Killer”. A morte do saudoso Orkut, no último dia 30, aumentou as atenções para qual rede social irá conseguir destronar o site de Mark Zuckerberg.

O nome da vez é ELLO. A rede social já virou notícias nos sites de tecnologia. A aposta é que a página pode chacoalhar o mercado por não ter publicidade e ter um visual mais moderno e minimalista. Para entrar, por enquanto, só com convites, uma técnica muito bem sucedida no Orkut e até no Gmail, no seu início.

POIS BEM, A ELLO É UMA REDE SOCIAL SEM GRAÇA NENHUMA

O visual é minimalista? É tosco demais, isso sim. Parece que foi feito por um programador do início dos anos 2000, sem nenhuma noção de estética.

ello

Eles chamam isso de design moderno

Basciamente, a Ello tem uma timeline tosca e a opção de ver o que está fazendo sucesso, chamado de Ruído (Noise). E só. Os recursos na página são bastante limitados, a navegabilidade é um tanto confusa. Se o objetivo é ter uma rede social com timeline rápida e prática, o Twitter já resolve o problema. Para quem quer mais recursos, não vejo problemas no Facebook e no Google+.

Mas as pessoas estão indo para o Ello pelo fato de não ter publicidade, dizem alguns. E qual o problema de ter publicidade? Querem uma rede social gigante, cheia de recursos e sem cobrança de taxas de que forma? Muitos reclamam que a propaganda no Facebook é chata e não consegue atingir o alvo. Pois bem, eu já fiz compras na internet por causa de anúncios na rede social, ou seja, valeu a pena.

O Facebook não será eterno e um dia ele será deposto por outra onda da internet. Mas não vejo a Ello como a página que fará isso. A menos que eles façam mudanças radicais, o Mark Zuckerberg pode ficar tranquilo.

Se você ainda não recebeu convite para entrar na Ello, sem problemas. Não está perdendo nada. Se mesmo assim, deseja participar, mande um e-mail para contato@gioramos.net que eu faço o convite. Será uma perda de tempo, mas talvez mate a curiosidade.

Marketing Digital nas novas mídias sociais

Twitter, Facebook, Google+, YouTube. Como colocar a sua marca nessas redes sociais? Quais os caminhos do marketing digital nas nessas ferramentas? Formas de aprender não faltam: cursos, palestras, livros, até tutoriais no You Tube já foram feitos para tratar do assunto.  Facebook Ads, conteúdo nas páginas, a instantaneidade no twitter,  de uma forma ou de outra, todos já sabem mais ou menos o caminho das redes sociais tradicionais.

mktnovasmidiassociais

Mas e as novas redes sociais? Como se coloca uma marca em exposição no Whatsapp? Qual é a forma de se fazer marketing no Snapchat? Dá para ganhar dinheiro no Secret? E no Tinder? É só relacionamento a dois ou uma empresa também pode se beneficiar?

Sites de sucesso a partir de 2013, as novas redes sociais têm em comum uma característica muito importante em relação as “tradicionais”: a ausência de uma timeline ou o absoluto anonimato, no caso do Secret.

O excesso de evasão de privacidade de redes como Facebook e Orkut, as suas consequências negativas levaram os internautas, principalmente os mais jovens, a procurar redes sociais mais privadas, onde o relacionamento ocorre em grupos fechados, sem a exposição pública.

O resultado disso é a ausência da chamada “timeline”. O Orkut, sucesso de público no Brasil, nunca foi atrativo para as empresas como o Twitter e o Facebook. O que ele não tinha? Timeline, algo que é muito melhor para o marketing digital que o tradicional espaço reservado à publicidade.

Fenômeno no mundo inteiro e também no Brasil, o Whataspp já é muito usado por empresas como um SAC. Existem casos mais ousados como a Helmman’s, que envia receitas para os clientes utilizando a rede social.  Mas no geral, são poucas as ações feitas exclusivamente para o Whataspp.

Estaria o usuário de mídias como o Snapchat tentando fugir também das ações de marketing? Como ele vai reagir quando receber propagandas neste meio tão restrito?

Que venham as boas ideias!

Foursquare e Swarm – a divisão que vai dar certo

Agora é oficial. Foursquare para cá e Swarm para lá. A divisão do programa de geolocalização iniciada há uns meses foi concluída nesta semana com a nova versão do Foursquare, sem a opção de check-in, agora exclusiva do Swarm.

OBRIGAR O USUÁRIO E INSTALAR E USAR DOIS APLICATIVOS DIFERENTES É O CAMINHO?

Nesse caso, é. O Fousquare tinha duas utilidades bem distintas: a original era funcionar como um guia de lazer, usando a geolocalização para indicar bares, restaurantes, cafés, etc, com possibilidade dos usuários avaliarem os locais e ainda deixarem suas dicas. Porém, foi a opção de check-in que popularizou o programa. A famosa evasão de privacidade dos internautas, citada aqui neste blog em 2011, tornou-se mais forte que a função original.

O NOVO FOURSQUARE

Como as duas utilidades eram tão distintas a ponto de serem feitas quase que, para públicos diferentes, a Foursquare acerta em separar as coisas. O novo aplicativo, lançado nesta semana, é um excelente guia de lazer. Ainda mais prático de navegar e de colaborar, escrevendo dicas dos lugares que visitou. O uso de tags de coisas que você gosta (comidas, bebidas) ajuda o programa a sugerir os locais mais bacanas.

Até a logomarca do Foursquare mudou. Saiu o ícone do check-in para entrar um F que vira um balão de diálogo. Quem for viajar para qualquer cidade que não conheça muito bem, vale usar o aplicativo. E o contrário também deve ocorrer. Vamos preencher os nossos bares, restaurantes e cafés com dicas?

Screenshot_2014-08-07-23-31-30

SWARM – CHECK-IN COM MAIS UTILIDADE

O Swarm não é nenhuma novidade, mas deve ser mais usado com a mudança no outro aplicativo. O número de downloads deve subir muito a partir desta semana. O programa laranja é ainda mais “social”. Prioriza dizer quais são os seus amigos que estão mais pertos, para depois explicar exatamente onde.

Utilizado com moderação, o swarm é um baita aplicativo. Se o povo não usar para dar check-in em suas residências ou na casa da sogra, pode ser bem interessante. Aliás, essa superexposição continua sendo um risco, conforme dito em 2011.

Screenshot_2014-08-07-23-32-41

ICQ: ressurreição ou zumbi?

O fim do Orkut, programado pela Google para o dia 30 de setembro é como o livro do Gabriel Garcia Márquez, a Crônica de Uma Morte Anunciada. Apesar de ainda ser expressiva no Brasil, a rede social que permitia a classificação de usuários por nível “sexy” estava com os dias contados há muito tempo. Mas para uma rede social, existe ressurreição?

140718_icq2

Essa pergunta muitos fizeram nas últimas semanas, com a volta do ICQ. Na verdade, é a segunda vez que o falecido I Seek You ressurge das cinzas. Mas diferente de Eric Draven, protagonista do filme O Corvo, o ICQ não quis vingança e não fez mal para ninguém.

Na primeira volta, em 2008, o ICQ tentou recuperar o espaço perdido para o já falecido MSN. Não deu certo. Agora, o programa não quer competir apenas com o Skype em vídeo chamadas, mas também com o Whatsapp, o atual queridinho do público.

Vai dar certo? Só o tempo dirá. Se analisarmos as redes sociais e as modinhas da internet de hoje, o público não recebe muito bem os concorrentes dos famosos. O Facebook desbancou o Orkut no Brasil e o MySpace nos Estados Unidos não por ser melhor que o adversário, mas por propor uma forma diferente de interagir. O twitter se manteve com a avalanche do Facebook pelo mesmo motivo. É essencialmente diferente .

O que o ICQ tem para nos apresentar que vá fazer o povo migrar para ele? Está claro que, para a maioria do público, rede social boa é aquele que “está todo mundo”. O sucesso do Whatsapp no mundo inteiro e do Snapchat nos EUA dão sinais que os usuários estão preferindo redes sociais mais fechadas, reservadas. O ICQ entra nisso, ok. Mas e daí? O que ele tem de novo para oferecer?

O Flickr, da Yahoo, completou 10 anos no começo do ano. O site de fotografias não chegou a morrer, mas ficou internado em 2012, vendo o número de usuários cair drasticamente. Em 2013, passou por uma reformulação completa, dando 1 terabyte de espaço gratuitamente. O visual também foi alterado, dando cara de rede social, mas o que fez muita gente voltar para o site foi o espaço gigantesco. Clubes de futebol, por exemplo, estão todos no flickr, disponibilizando fotos em alta resolução para baixar.

Assim que o novo ICQ foi lançado, todos os usuários de redes sociais com mais de 25 anos foram baixar. Muitos queriam apenas ouvir novamente o nostálgico “uh oh”. Mas quantos desses usarão de fato a rede? Quem, ao enviar uma mensagem a um amigo, vai abrir o ICQ ao invés do Whatsapp?

Aguardamos os próximos capítulos para saber se o ICQ está realmente vivo ou é mais um zumbi que logo voltará para sua tumba, ao lado do Fotolog, do MySpace, do MSN, do Multiply e já já do Orkut.

publicado originalmente no blog da Seekr

Volte para o Twitter

Em 2010, o twitter foi a grande sensação da Copa do Mundo da África do Sul. Foi por ela, que milhares de pessoas ao redor do mundo comentaram e noticiaram os jogos do mundial, com direito a fatos memoráveis como o “Cala Boca Galvão”, que despertou a curiosidade dos estrangeiros e foi motivo até de “pseudo-documentários” de humor. Dois anos antes, o microblog foi a grande ferramenta de comunicação online em uma das maiores catástrofes climáticas do Brasil ocorrida no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A rede social transformou-se na rede de informação mais usada depois do rádio e foi o meio para espalhar a solidariedade após a enchente.

140701_volte_para_o_twitter2
Depois disso, o twitter viu o Facebook como uma avalanche, derrubando todas as redes sociais, incluindo o até líder Orkut, tornando-se a ferramenta mais utilizada no Brasil e no mundo. Mas em 2014, diante de outra Copa do Mundo e de mais uma enchente em Santa Catarina (duas em um mês, para ser mais exato), o twitter mostrou novamente a sua força.

Quanto está o jogo? Quem fez o primeiro gol? Estamos todos de acordo que não é preciso entrar em uma página esportiva para saber isso em uma Copa do Mundo. Mas qual a melhor rede social para se informar? Fiz esse teste nessa Copa. Dentro de um ônibus, queria saber os resultados dos jogos acessando twitter e facebook.

A rede social do Mark Zuckerberg me dava os resultados desatualizados na timeline. Por quê? Porque o Facebook não mostra mais a sua timeline pelas postagens mais recentes e sim por aquelas que ele julga “mais importante”. O sujeito posta um comentário quando um time faz 1 a 0, 50 pessoas curtem e 10 comentam no post. Quando o adversário empata, a postagem não tem tanta repercussão. Resultado: o placar antigo vai para cima na sua timeline…

Timeline cronológica e posts curtos com poucos caracteres. Isso só seria suficiente para o Twitter ser uma ótima ferramenta para informação. Mas na Copa do Mundo, o passarinho vai além: caso você esteja no desktop/note, a rede possui um widget especial para o Mundial, com o placar atualizado dos jogos e acesso direito a todas as postagens sobre os jogos, além daquele recurso de postar as bandeiras das seleções, bobo, mas que todo mundo adora.

O twitter é a rede social da Copa e o mundial é o assunto predileto no microblog. Durante a partida Brasil x Chile, realizada no último sábado (28), o twitter atingiu seu pico: foram 88.985 tweets por minuto após o fim da partida. Desde o início do jogo foram 16,4 milhões de tweets.

No caso da enchente, se repete a situação da atualização da notícia. Voltando de uma viagem longa para a cidade de Blumenau, afetada pelas chuvas no começo do mês de junho, queria saber o nível do Rio Itajaí-Açu pelo celular. No Facebook, vinham notícias do rio a oito metros. Fui para o twitter e peguei a informação atualizada, com o rio chegando próximo de 10 metros.

O twitter teve sua grande fase, o seu auge modinha. Depois disso, muita gente abandonou o pássaro e a rede ficou ainda melhor. Por que? Porque ela redescobriu sua verdadeira vocação: a instantaneidade, uma rede social de natureza jornalística, onde o objetivo é informar e não discutir ou se inteirar.

O que será do Facebook após a modinha? Eis o grande mistério. Enquanto pensamos nisso, deixa o “Face” para as postagens maiores, discussões e fotos e volta para o twitter!

publicado originalmente no blog da Seekr

Novo Google Maps: mudou mesmo?

googlemaps

Recebi nesta semana, o acesso ao novo Google Maps. Fiz a inscrição para poder acessar a nova página na semana passada e tive que esperar. Sabe como é, a Google ainda faz este tipo de coisa: deixa a pessoa esperando, libera para alguns usuários acessar e só depois escancaram o novo serviço para todo mundo. Quem não lembra do Orkut, que no começo exigia convite? Ou então o Google+ que tinha um grupo seleto nos primeiros meses? O clube do bolinha continua!

E o que mudou no Google Maps? Praticamente nada! O serviço de mapas da Google parece agora, uma rede social, com botões mais chamativos para acessar fotos e o street view, além do recurso “explorar esta área”, com sugestões de café, bares e restaurantes, por exemplo.

O mapa deu uma leve modernizada, mas continua desatualizado em Blumenau. As fotos de satélite são mais recentes. Por elas, a Via Expressa já está completa, na versão mapa, não.

Ah, sim. Quando você clica para ver o Google Street View, vem uma animação cheio de frescura. Bacana no Street mesmo, são os botões para tu veres outras ruas mais rapidamente.

E você? O que achou do novo Google Maps? Comente abaixo: