Flickr ressurge das cinzas com um 1tb de espaço

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Nova home de galerias. Moderna e prática

Ele está de volta e quer vingança. Depois de ficar oito anos praticamente sem atualizações e ter perdido força para concorrentes como o Instagram e as redes sociais Google+ (que absorveu o Picasa) e Facebook, o Flickr ressurgiu das cinzas neste mês de maio.

Flickr para Android. Diferente, mas bom

Flickr para Android. Diferente, mas bom

A Yahoo, proprietária do Flickr, mostrou que não está de brincadeira. Além de criar um novo visual (semelhante ao álbum do Google+ e a pagina do Instragram), a empresa decidiu oferecer 1 terabyte gratuito de espaço, ou seja, cabe mais de 500 mil fotos em alta resolução (até 5mb).

Para quem não é fotógrafo profissional, ficou uma maravilha. Impossível alguém gastar mais que isso, é praticamente um serviço ilimitado. O aplicativo para dispositivos móveis também ficou bom. É possível bater uma foto e publica-la na hora, além de ter acesso ao feed dos amigos (só que de um jeito diferente do Instagram, o que ficou interessante).

Mas fica a pergunta: será que vai dar certo? A Yahoo recuperou sua rede social fotográfica a tempo ou já é tarde demais, o público não vai querer voltar mais?

A mudança já está fazendo muita gente reabrir suas contas no Yahoo. Porém, enfrentar o Instagram hoje é difícil (mesmo com aquelas malditas fotos quadradas, coisa que não tem no Flickr).

 

O Facebook e a geração de papagaios

Você não precisa pensar nas redes sociais. Tem alguém fazendo isso por você. É só compartilhar!

Usuário assíduo de diversas redes sociais na internet, eu eliminei nos últimos dois meses, cerca da metade dos contatos do Facebook da timeline. São pessoas que, talvez, leem o meu conteúdo, mas sem reciprocidade. Desmarcar a opção “Mostrar no Feed de Notícias” foi uma das maiores invenções de Mark Zuckerberg. É o fim do stress no Facebook.

Seria eu, um antissocial? Não! Eu adoro ler o que os meus contatos escrevem no Facebook, no Twitter, no Google+ (sim, eu uso o Google+). O problema é que muitos “facebookeiros” não escrevem em suas timelines. Nem postam fotos, nem vídeos. Eles apenas COMPARTILHAM o que gostaram.

Mas poxa, Giovanni, por que você é tão chato? O que há de errado em alguém compartilhar o que achou interessante? Nada! Não tem nada de errado. Eu também compartilho informações, ideias, até piadinhas bobas, daquelas que todo mundo já divulgou. O compartilhamento de informações é algo maravilhoso na difusão de ideias, pensamentos e pode ser uma ferramente importante na comunicação social, espalhando uma notícia que talvez não tenha recebimento um destaque maior na imprensa dita tradicional.

A discussão neste caso é sobre as pessoas que só compartilham e não produzem nada! Não escrevem, não fotografam, não comentam em postagens dos outros, apenas espalham o que os outros pensaram.

Pelo que acompanho no Facebook, há quatro tipos básicos de compartilhamento: imagens de gatinhos e outros animais de estimação, piadas, mensagens de auto-ajuda e “críticas políticas”. Concordo que os três primeiros podem ser muito chatos quando enviados inúmeras vezes por dia, mas é sobre as mensagens de protesto que eu quero abordar.

A maioria dos compartilhamentos de críticas sociais e políticas abusam de clichês, pensamentos simples e polêmicos, ao melhor estilo Prates (ex-RBS). As mensagens vem dentro de imagens (para chamar mais a atenção) e a origem delas são páginas fakes do tipo “Isso é Brasil” “Movimento contra a corrupção”.

Por que eu chamo de fakes? Porque ninguém sabe quem são os administradores. Elas são criadas com apenas para esta finalidade: viralizar no Facebook.

Uma pessoa compartilhar um imagem dessas porque concorda com a opinião apresentada é normal. Todo mundo já fez isso uma vez na vida no Facebook. Agora eu me pergunto: o que leva alguém a só postar isso? Não tem opinião própria? Não consegue desenvolver a sua ideia?

Já vi pessoas compartilhando imagens com ideias que se contradizem. Mas o usuário não divulga porque concordava com o pensamento?

No saudoso Orkut, que funcionava como uma central de fóruns, as discussões em tópicos dentro das comunidades era o espírito da rede social. Cada time de futebol, cada religião, cada partido político, tinha sua comunidade onde os usuários discutiam os temas. Em comunidades mais abertas, ocorriam as famosas guerras, PT X PSDB, Vasco x Flamengo, ateus x evangélicos, as pessoas levantavam bandeiras e e entravam ema batalha de argumentos, ideias, notícias.

Já o Facebook facilitou a vida dos preguiçosos. Não precisa argumentar para defender o que você acredita. Tem alguém que já fez isso por você. É só ir lá na página e compartilhar em sua timeline. O debate de ideias ficou mais pobre com a geração de papagaios que a rede social criou. Uma geração que só repete, ou ecoa, como diria o meu irmão…

Alguns jornalistas blogueiros no Brasil estão fazendo campanha em prol do conteúdo original nos blogs. Uma campanha pelo fim simples Ctrl C + Ctrl V que se infesta na blogosfera brasileira. Gostou do texto? Comenta no seu blog e link, mas não apenas reproduza ele. Esta campanha também deve ocorrer nas redes sociais. Não seja um papagaio, interaja, contribua para a discussão!

O Terra e a TV via internet

Record, SporTV, ESPN Brasil, BandSports, as opções para assistir os jogos olímpicos 2012 são muitas para quem possui TV por assinatura. Mas a cobertura do Portal Terra do evento londrino é tão boa, que gerou esta postagem.

O portal do grupo Telefónica investiu pesado para cobrir as olimpíadas. Além de narradores, comentaristas e repórteres, criou uma estrutura capaz de fazer qualquer usuário com internet banda larga assistir os jogos. A qualidade do “streaming” dos vídeos ao vivo impressiona. Uma internet de 4mb já é suficiente para conseguir assistir. São 11

Para usuários de smarphones e tablets, o aplicativo Terra ao Vivo foi muito bem feito. É possível assistir os vídeos ao vivo e na mesma página, comentar os resultados, ver o quadro de medalhas atualizados, etc. Quem tiver uma Smart TV também pode baixar o aplicativo, e assistir na telona como se fosse TV por assinatura.

E tudo isso de graça, sem restrição de conteúdo para os assinantes!

Transmissão em HD do Portal Terra. Não estranhem a cara feia dos narradores, eu fui sacana no “PrintScreen”

O blogueiro está sendo pago pelo Terra para divulgar o produto deles? Não! Na real, eu sou assinante do UOL (por causa da Folha de São Paulo) mas vejo que o portal laranja largou na frente na integração Internet – Televisão.

A banda larga no Brasil continua um lixo, mas nas maiores cidades, o número de usuários com planos de 10mb ou mais já é considerável. É um público com totais condições de trocar uma TV por assinatura, por exemplo, pela internet, desde que existam portais que ofereçam uma diversidade de conteúdos em vídeo.

A cobertura do Terra nas Olimpíadas foi um importante passo. Quem queria acompanhar os jogos e tinha boa internet não precisou da TV por assinatura. Muito menos esperar pela Record.

Guia de programação, em breve, será coisa do passado. A interatividade, enfim, chegou a telona.

A popularização do armazenamento na nuvem

Se Apple é a empresa que mais agita o mercado de gadgets,a Google reina quando o assunto são aplicativos para web. Mais um exemplo disso é o mercado de armazenamento na nuvem. Bastou a Google anunciar o Drive que os concorrentes já se mexeram.

O Dropbox, serviço mais popular, aumentou a possibilidade da conta gratuita de 8gb para 16gb. A Microsoft reorganizou o SKyDrive e agora oferece 25gb de espaço para os usuários.

Isso tudo ocorreu antes do lançamento do Google Drive. O serviço é bom? É sim! Apesar de ser apenas 5gb gratuitos, o produto faz uma boa sincronização Web/PC/Dispositivos móveis e ter um plus: a possibilidade de levar uma pasta compartilha de outra pessoa para o seu disco no desktop.

A entrada da gigante neste segmento era o empurrão de faltava para a popularização da nuvem. CDs, DVDs e Pen Drives perderão espaço para o armazenamento e compartilhamento via web. Isso em outros países, claro. No Brasil, devido a péssima qualidade da banda larga, a popularização deve demorar um pouco.

Ficou bom esse YouTube, hein?

Nunca usei o YouTube como uma rede social. Tinha o cadastro no site e várias pessoas tinham me adicionado, as chamadas inscrições. Mas nunca dei bola. O site era para mim, um arquivo de vídeos.

Conheci o novo YouTube nesses dias. O novo visual ficou com cara de rede social mesmo. Um design moderno e uma maior integração com contatos e outras redes sociais. A página inicial agora, te incentiva a ver o que os outros curtiram e adicionaram.

Tirando o Reader, amplamente criticado na web, as mudanças de layout promovida pela Google em seus produtos estão sendo muito boas. Os serviços estão ficando realmente integrados. Como usuário, aguardo por mudanças no Mapas e no Picasa (que deve se chamar apenas Google Fotos), pois o Flickr continua beeeeem melhor.

Foursquare e os check-ins irresponsáveis

 

Voltei ao Foursquare, aquela rede social de usuários de smartphones, que onde você dá “check-in” nos lugares onde você frequenta. A ideia é boa, mas eu quase deixei de usar a rede devido ao uso exagerado e inútil dos usuários.

A ideia do Foursquare é “dar check-in” em locais bacanas que você está no momento. Bares, restaurantes, cinema, parques, festas, etc. Uma mistura de rede social com guia de lazer. Tanto que, ao entrar no aplicativo, o site te apresenta esses locais como opção.

Mas como sempre, os brasileiros conseguem estragar as redes sociais. Começaram a “dar check-in” em qualquer lugar e cadastrar a própria casa ou até mesmo a casa da sogra. A pessoa entra no trabalho e “check-in”. Vai para o almoço e na volta, outro check-in na empresa. Em casa, mais uma vez…

Além de aporrinhar os outros usuários (e também usuários do twitter e facebook), os chatos do Foursquare não apresentam nada de bom. Colocam sua rotina na rede social.

O RISCO

Tem gente que cadastra a própria casa no Foursquare. Isto é, se você estiver há três quilômetros da casa de um estranho, pode dar “check-in” dizendo que está lá dentro. Legal, não? Sem contar que, se algum maluco quiser perseguir alguém nas redes sociais, fica mais fácil com o programinha…

Voltei ao Foursquare desabilitando o recurso que notifica no Android a cada check-in de amigo. Só vejo agora, quando entro no aplicativo.  E só farei check-in em lugareis legais, sugestões para os amigos.

O tablet do futuro

Sabe aquele eletrônico de última geração que você comprou ontem? Ele já está velho e ultrapassado hoje!

Frase exagerada? Sim, mas depois de assistir o vídeo do tablet Iris, que a Fujitsu está para lançar, qualquer um vai achar que Ipad2 é coisa da idade das cavernas.

Dica de vídeo do @clajen, publicitário, blogueiro e organizador de tuitencontros em Blumenau (SC).

Google+ chega para enfrentar o Facebook

A guerra no mundo virtual está cada dia mais acirrada (e melhor para os usuários). O Facebook é a página mais visitada dos EUA, passando o Google. A empresa do Zuckerberg está se aliando a Microsoft para enfrentar a gigante de Moutanin View, que já tem a Apple como grande adversária, por causa da briga Android x IOS.

A resposta da Google chama-se GOOGLE+ (plus), a nova rede social da empresa, que deve abandonar o ultrapassado Orkut (que só faz sucesso no Brasil e na Índia). O Google+ estreou nos últimos dias com um número de usuários limitado, ainda em fase de testes.

O Google+ é, de fato, o adversário direto do Facebook. Trabalha com uma ideia parecida. Perfil + redes de amigos + interesses e o feed de notícias e atualizações (o stream). O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas já dá para apontar pontos positivos e Google precisará mudar:

POSITIVOS
– Contatos separados em círculos (literalmente em cirículos, no sistema arraste para incluir). É mais prático organizar seus contatos que no concorrente.
– Integração com os serviços Google: o álbum de fotos é o próprio picasa, o sistema de conversas é o GTalk e dentro do Gmail há um espaço para receber notificações e publicar atualizaçõs.
– Hangout: você pode chamar seus contatos para um bate-papo por videoconferência. Fácil e prático de usar.
– Celular – Já existe um aplicativo do Google+ para o Android. E a uma baita integração com ele. As fotos que fiz com o meu android neste domingo (03/07) já estavam disponíveis para eu publicar no Plus.

NEGATIVOS
– EMPRESAS – Não há ainda, páginas para empresas como no Facebook. As “pages” foram decisivas para o crescimento do Facebook, pois levaram as entidades para dentro da rede social, tornando ela útil no meio profissional.
– TWITTER – Ainda não há como mandar os tuítes para a timeline do Google+. Este recursos ajudou a popularizar o Facebook no Brasil.
– GENTE – Como a rede ainda é limitada, você NÃO PODE convidar mais pessoas para participar. Só quando eles permitem. Com pouca gente, a sua timeline é pouco usada e você acaba dando mais atenção ao twitter e facebook.

Você viveria sem internet hoje?

Passou hoje na VH1 um episódio do South Park onde ocorre uma pane mundial na internet. Praticamente o mundo inteiro fica offline. Em uma zoação aos riscos da falta de abastecimento de água, o desenho mostra o desespero das pessoas que não conseguem mais ficar longe da net.

No desenho, jornalistas de TV mostram seu desespero, pois todas as notícias divulgadas têm a internet como fonte. Os apresentadores do telejornal explicam aos telespectadores que só transmitirão algo novo, quando chegar a informação por FAX.

Bobagens do South Park à parte, como seria se houvesse uma PANE GERAL na rede, nos provedores brasileiros, por exemplo? O que você faria, se fosse informado que a internet não funcionaria por um mês?

Vou além: como eram repassados os releases antes da internet? Tudo por telefone? O assessor de imprensa ligava para os repórteres, ou esses tinham que tirar a bunda da cadeira e ir atrás? Jornalista do século XXI, eu não consigo imaginar o jornalismo 100% offline.

Acesso à internet dobra no país em três anos – agora são 34% da população

Na primeira impressão, o número parece irrisório. Apenas 34% da população brasileira tinha acesso à internet em 2008. Porém, a porcentagem dobrou em apenas três anos. Uma prova que o Brasil chegou tarde na grande rede, mas já corre contra o tempo.

Foi o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Governo Federal que constatou os 38,6 milhões de brasileiros online ano passado. A região Sul está em terceiro lugar, com 38% da população, perdendo para Sul e Centro Oeste, que traz outro dado supreendente. Por lá, 93% dos usuários acessam a internet BANDA LARGA.

Ou seja, mesmo atingindo apenas 1/3 dos brasileiros, a internet já é a segunda lugar em credibilidade e as redes sociais já aparecem como uma ferramenta importante na informação. Imaginem agora quando mais da metade da população estiver conectada? O que será dos jornais impressos? Dos grandes veículos de comunicação?

Estamos diante de um instrumento poderoso de democratização do acesso à informação e do direito de ser o emissor dela. Uma tecnologia capaz de mudar a sociedade. Basta sabermos usá-la como eficácia.