Começou a Conferência Nacional de Comunicação em Brasília

omeçou em Brasília, a Conferência Nacional de Comunicação, um evento organizado pelo Governo Federal que tem como objetivo debater o futuro da comunicação no país com diversos setores da sociedade. Isso mesmo, DIVERSOS setores da sociedade, desde empresários do ramo até ONGs e jornalistas autônomos.

A conferência foi abandonada pela Veja, Estadão, Folha de São Paulo e, é claro, Rede Globo. Os poderosos da mídia acusam o governo de querer criar mecanismos para controlar a imprensa. Mais uma balela do grupo que já baniu o Conselho Federal de Jornalismo. Na verdade, o medo da grande mídia é debater o assunto comunicação com os demais setores da sociedade, pois a imprensa brasileira está acostumada a ficar acima da verdade, do bem e do mal.

Está em pauta para 2010, outras conferências nacionais como de Cultura e de Educação. A ideia é ótima, pois o Brasil precisa sentar e discutir como fazer o futuro em diversas áreas. O problema é que muitos

O jornalista Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, está em Brasília acompanhando o evento. Fica a dica para quem quer acompanhar mais sobre a conferência.

Rádio e Internet líderes em credibilidade?

Meu artigo, publicado no site Controversas:

Uma pesquisa do Instituto Vox Populi, publicada no portal Comunique-se, aponta que o rádio e a internet são os meios de maior credibilidade entre os brasileiros (que têm acesso a todos, claro). De 1 a 10, o rádio teve nota 8,2, a internet 8,12, o jornal 7,99, a revista 7,79 e PASMEM, as redes sociais online apareceram na lista com nota 7,74.

A mesma pesquisa mostra que o principal meio mais acessado pelos brasileiros ainda é a TV, com 99,3%, seguida por rádio, 83,5%, jornais, 69,4%, internet (sites e blogs jornalísticos), 52,8%, revistas, 51,1% e redes sociais online, 42,7%.

O resultado da pesquisa permite várias análises interessantes. A primeira é que a INTERNET vai mesmo revolucionar o Brasil e o mundo. Já está em segundo nos meios mais acessados, mesmo que a grande rede atinge apenas 23% dos lares no país. Imaginem quando passar de 50%.

No entanto, a credibilidade me assusta. Uma parcela da população está se informando por redes sociais, como o Orkut, onde TODO MUNDO É EMISSOR DE INFORMAÇÃO E FORMADOR DE OPINIÃO. Durante a epidemia de Gripe A, tinha gente que não acreditava nos jornais, mas botava fé naqueles e-mails misteriosos, cheio de FWD na frente do assunto, que traziam teorias da conspiração sobre a doença.

Quais os critérios de credibilidade na internet 2.0, onde qualquer um é emissor de informação? Como saber se um site é confiável ou não? O trabalho do jornalista, profissional da comunicação, pode ser dispensado e substituído por qualquer um? O que faz um internauta acreditar no blog X e descreditar o blog Y?

A internet está sendo fundamental para derrubar o monopólio da informação das grandes empresas de comunicação. Agora sim, podemos dizer que há LIBERDADE DE IMPRENSA, pois antes só tínhamos LIBERDADE DE EMPRESA. No entanto, uma avalanche de blogs, twitters e comunidades virtuais superlotam a rede de informações e dificulta a distinção da verdeira informação de qualidade e da picaretagem. Novos conceitos de credibilidade jornalística terão que ser construídos com a expansão da interativa internet 2.0.

Impressos em queda livre
O jornais impressos estão em queda livre no mundo inteiro. A queda na tiragem de exemplares já era conhecida e a pesquisa do Vox Populi confirma que o brasileiro NÃO GOSTA DE LER JORNAIS. É um dos meios menos procurados pelos entrevistados e também com menor credibilidade. O jornal custa caro (a produção) e ninguém se interessa mais por ele. Os diários estão morrendo aos poucos.

Isso é ruim? É péssimo! É verdade que parte da imprensa brasileira precisa de umas palmadas, pois a arrogância colocava-os acima da verdade, do bem e do mal. Mas a leitura na internet é muito superficial (muitos que visitam este blog nem chegarão nesta parte do texto) e um meio de comunicação não pode substituir o outro.

O jornalismo precisa discutir o futuro dos impressos…antes que seja tarde.

Caiu mais uma pós em webjornalismo

Continua a minha batalha para fazer uma pós na área de comunicação online. Depois do Ibes e da Univali, foi a vez do Grupo Uninter, de Curitiba, desistir do MBA em jornalismo digital à distância, que tinha a Viax de Blumenau, como instituição credenciada.

Os cursos de Convergências em Comunicação do Ibes e o Mídias Digitais da Univali não abriram por falta de alunos. No caso da Uninter, o problema foi outro. Eu ia me inscrever neste mês na pós, mas acabei tendo sorte de saber da má notícia antes. Os jornalistas Fábio Ricardo e Maite Lemos (do Sul do Estado) que já haviam começado o curso, ficaram a ver navios.

É realmente estranho. Blumenau é um pólo de informática, a banda larga faz um sucesso enorme em Santa Catarina, mas parece que os jornalistas não gostam muito da grande rede. Tudo que é tipo de pós na área fecha, menos quando envolve internet. E também vejo poucos jornalistas dispostos a trabalhar com a web.

A informática está muito a frente em Santa Catarina, mas o webjornalismo ainda engatinha. Alguém sabe de uma pós na área?