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Crônicas, contos e devaneios | Página inicial do blog
27 de September de 2021

Serão 11 meses em Portugal….

– A situação é a seguinte: eu vou para Portugal, fazer o primeiro intercambio da minha vida e depois de 11 meses eu volto e faço a dissertação no Brasil. Ainda viajo mais uma vez para Portugal em 2018 para defesa do trabalho final.

– Giovanni, eu te conheço. Tu vais querer ficar por lá.

– Vou nada. Tenho muita coisa em aberto em Blumenau. Vou para me qualificar e tocar meus projetos.

A primeira foto da Covilhã em 27 de setembro de 2016

Eu adoro esse autoengano, já diria o povo Cenas Lamentáveis. E pior que o diálogo acima é real. Em 2016, eu realmente tinha a ideia de ficar mais ou menos um ano no exterior e depois voltar para a minha vida no Brasil.

O esquema estava todo pronto. Inclusive mantive um projeto no ar em Blumenau, o tal Cidade Plural. Quando olho as postagens antigas no instagram, vejo como eu realmente levava essa ideia a serio. Sai com um discurso afiado, quase como um político falando com todo mundo na cidade. Eu vou voltar para tocar o terror.

Quando isso começou a mudar? No dia 27 de setembro de 2016. Há exatos cinco anos, eu desembarcava em Lisboa para um jornada que mudaria toda a minha vida. Bastaram poucos dias em Portugal, poucos dias dentro da Universidade da Beira Interior, para afirma que aquilo era o que eu queria para mim e não aquilo que vinha fazendo em Blumenau. Os 11 meses em Portugal viraram cinco anos.

Foi neste lado de cá do Atlântico que eu descobri como eu gosto de atuar dentro de universidades, com projetos acadêmicos. Descobri que eu gosto de estar na sala de aula, mas do outro lado da mesa. Foi por aqui que eu comecei a viajar mais e percebi que viajar é o meu lexotan.

Há exatos cinco anos, eu iniciava o caminho por um novo trilho, sem negar tudo que fiz até então, mas decidido que tinhas novos planos, novos projetos. Sáo cinco anos de histórias além-mar, de casos inusitados, de histórias que não posso contar por aqui (mas muitos já sabem), cinco anos ladeira acima, ladeira abaixo, abaixo de zero ou acima dos 40 graus.

Uma pandemia no caminho, situações angustiantes que quase me fizeram desistir. Dias de tristeza, de raiva, de felicidades inesperadas. Euforia, raiva e apreensão, o lema de 2020. Pessoas que vieram, pessoas que retornaram, pessoas que foram desbravar outros cantos. É tanta coisa que aconteceu nesses cinco anos, tão diferente de tudo que tinha vivido, para o bem e para o mal,

Da Serra da Estrela às margens do Douro, das colinas de Lisboa à Ilha Terceira, com um café (já sem açucar) e erguendo uma taça de vinho alentejano, eu celebro meus cinco anos em Portugal, um país que me acolheu tão bem. Celebro anunciando que continuo por aqui, mas farei uma viagem ao Brasil até o final deste ano.

Termino com a trilha sonora que embalou minha ida em setembro de 2016.

One comment
  1. […] fuleira é balada fuleira não importa o país. Quando aterrissei em Portugal, fui levado a um desses “estabelecimentos” como ritual de sociabilização em outras terras. […]

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